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13 de novembro de 2008
Pesquisa: 63% das pessoas consomem ou já consumiram produtos piratas
Rio
- A Câmara de Comércio dos
Estados Unidos e o Conselho Empresarial
Brasil Estados Unidos, com a Associação
Nacional pela Garantia dos Direitos Intelectuais
(Angari), apresentaram nesta segunda-feira um
relatório sobre o consumo de produtos
piratas no País, feito pelo Ibope. A
pesquisa constatou que, no Rio de Janeiro,
em Belo Horizonte e São Paulo, 63%
dos consultados consomem ou já consumiram
algum produto pirata. A diferença de
preço entre as mercadorias legais e
piratas continua sendo o principal atrativo
de compra para 84% dos entrevistados.
No
ano passado, este índice que apontava
o número de pessoas que consumiam
produtos piratas assumidamente foi de 75%.
`Essa redução se deve, principalmente,
à atuação apreensiva da Receita
Federal e de órgãos competentes. No
Rio, por exemplo, há delegacias
especializadas na pirataria`, avalia o diretor
do Angari, José Henrique Werner.
A
pesquisa aponta que as apreensões de
produtos piratas atingiram o valor recorde
de R$ 1 bilhão, 22% a mais do
que 2006. Apesar de haver uma queda
considerável no número, em relação
ao ano passado, em dez meses o Brasil
deixou de arrecadar R$ 18,6 bilhões
em impostos.
O estudo foi realizado entre
os dias 17 e 22 de setembro e
ouviu 1.715 pessoas em São Paulo
(SP), no Rio de Janeiro (RJ) e em
Belo Horizonte (MG). O Ibope também
constatou que o ano fechará com
aumento no consumo declarado de produtos
piratas em São Paulo (9%) e em
Belo Horizonte (46%), e redução no
Rio de Janeiro (35%).
Com informações
de Agências
Fonte: O Dia