ESPECIAL
08 de março de 2006
O HUMOR CHORA
"IstoÉ o fim": para
cortar custos,
IstoÉ dispensa Paulo Caruso

A última charge de
Paulo Caruso na revista IstoÉ
Pedro Venceslau,
na revista Imprensa*
"O Iraque é aqui. IstoÉ
o FIM". Foi assim, de maneira discreta e melancólica, que o chargista
Paulo Caruso se despediu da revista IstoÉ e fechou, pelo menos
provisoriamente, a sua "Avenida Brasil".
Inaugurada em 1981, na
revista Careta, a avenida de Caruso é uma marca registrada da Editora
Três há 25 anos. A decisão de acabar com a seção ocorreu na esteira da demissão
de Hélio Campos Mello, que foi substituído, no começo deste ano, por Carlos
José Marques no comando da semanal. "Quando o Hélio (Campos Mello) foi
dispensado, eu imaginei que ia acontecer. Aí o Domingos (Alzugaray, dono da
Editora Três) me chamou e disse que a revista estava cortando gastos e mudando
de projeto... Fiquei chateado, é claro. Fiquei anos modelando uma coluna para rebater
os fatos da política. Abortar isso não é fácil", desabafa Caruso.
Os fãs de Caruso ainda
vão ter de esperar pela reabertura da "Avenida Brasil" em outra
publicação. "Acho dificil descer de um trem e pegar outro
Uma das alternativas de
Caruso é embarcar no projeto editorial que está sendo organizado pelos irmãos
Zélio e Ziraldo. Por enquanto, porém, o chargista segue apenas na bancada do
programa "Roda Viva", no qual às segundas-feiras produz caricaturas
durante a sabatina da noite.
A partir da semana que
vem, o espaço de Caruso será ocupado pela coluna "Em Cartaz", da
editoria de Cultura.