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13 de outubro de 2005
OLIVERIO MEDINA: IRMÃO EM PÁTRIA
Este texto não foi extraído da Internet,mas sim, de um convívio por alguns momentos fraternos que tive com Olivério. A mim foi incumbida a honra de acompanhar o amigo e companheiro Olivério quando de sua estadia no Rio de Janeiro, onde participou do seminário de luta contra o neo-liberalismo na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
No dia seguinte ao seminário,
antes de irmos ao aeroporto, saboreávamos um gostoso café da manhã e
conversávamos sobre o Brasil e a Colômbia
. Naquele momento pude ver o entusiasmo de um homem pela liberdade do seu povo.
E não se limitava a falar pelo povo colombiano, falava enquanto povo. Não
falava apenas de sofrimento alheio como algo que não fosse seu, falava de seu
próprio sofrimento enquanto parte integrante do povo colombiano. E ao falar,
deixava claro que a dor de seu povo era também a sua.. Como também aprendi que
o que ouvimos é um somatório de palavras, olhar , expressão e entusiasmo, vi que
naquele momento estava diante de um homem digno e honrado. Um revolucionário
que não se limita apenas a teorizar a revolução, mas a praticá-la. Um homem
apaixonado pelo Brasil, pelo povo brasileiro e em especial pela mulher
brasileira, engajada na luta pela transformação da sociedade. Ele narrou com a
felicidade de menino, que durante um congresso de mulheres
Hoje, este homem ,que ama o Brasil e que de tanto entusiasmo ao falar do Brasil, seus olhos brilham, está preso. Não por ter infringido as leis brasileiras, a qual sempre respeitou, mas por insistentes pedidos de extradição do corrupto poder colombiano, cujo presidente Uribes, que trata sindicalista como criminoso e greve por crime de Estado cujo currículo é indigno. Seu pai, Álvaro Uribes Sierra, foi narco- traficante que foi preso para ser extraditado em 1982, quando Álvaro Uribes, o atual presidente da Colômbia, tinha trinta anos e era gerente da Aeronáutica Civil da Colômbia, de onde foi destituído por ter dado a carteira de piloto a membros do Cartel de Medelim, permitindo a estes, voarem com grande quantidade de cocaína para fora da Colômbia. Em 1983, foi prefeito de Medelim, tendo sido destituído por ter prestado serviços a Pablo Escobar Gaviria.
Não podemos permitir que o nosso irmão e pátria caiam nas mãos de Uribes. Se isto ocorrer será fatalmente extraditado para os Estados Unidos, ou assassinado. O governo brasileiro não pode ser irresponsável ao ponto de enviar para morte ou para um sepultamento em vida, um homem cujos únicos atos que vem praticando, é de luta por justiça, liberdade e igualdade. Como não há crime em tais atos exigimos a imediata liberdade de Olivério Medina.
LIBERDADE... LIBERDADE.... LIBERDADE...... PARA NOSSO IRMÃO E PÁTRIA... .OLIVERIO MEDINA.
Sergio Feitosa
Presidente ASJT-Rio