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         Editor: Valter Xéu

 10 de março de 2006

Ricardo Alarcón rejeita agressões  anexionistas dos EUA

 PorLourdes Pérez e Raisa Pageés — do diário Granma

 "JAMAIS voltaremos ao passado, este país, seus homens, mulheres e crianças jamais voltarão ao regime de opróbrio, de discriminação e de miséria que o plano anexionista de Bush prevê para nós", afirmou o presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, no discurso no ato nacional por ocasião do Dia Internacional da Mulher, efetuado na Tribuna Antiimperialista José Martí.

 "Parabéns, disse às presentes, o que também quer dizer que continuaremos lutando pela justiça e pela igualdade da mulher".

 Afirmou que o ódio que o governo de Washington concentra hoje contra os Cinco heróis cubanos presos injustamente nos cárceres estadunidenses, nos faz lembrar que este povo continua estando ameaçado dum regime terrorista que não se oculta para dizer que aspira a vencer-nos. "A única razão, disse, é porque quando olham Gerardo, Ramón, Fernando, Antonio e René, vêem Cuba, este povo, esta bandeira e esta história".

 

Em sua intervenção no ato, a secretária-geral da Federação de Mulheres Cubanas (FMC), Yolanda Ferrer Gómez, destacou que nesta ocasião a comemoração tem maior importância, pois atualmente mulheres de diversas gerações, ideologias, credos religiosas, raças e ocupações se mobilizam para protestar e reunir centenas de milhares de firmas dirigidas a deter a violência e a barbárie.

 

Familiares dos nossos Cinco compatriotas entregaram a Yolanda Ferrer álbuns que contém assinaturas de mais de 350 mil mulheres que, representando todas as cubanas, aderem à campanha contra a guerra, que se estenderá até o próximo 18 de março. Estes álbuns serão entregues a Cindy Sheehan e às líderes de Código Rosado, organização estadunidense que exige o termo da guerra no Iraque e o início da reconstrução desse país.

 

A secretária-geral da FMC destacou que "estes são tempos de luta intensa, solidariedade, unidade, de articulação de quem aspiramos a uma ordem econômica, político e social diferente". Exemplo disto, disse, "são as trabalhadoras sociais, as professoras emergentes, professoras de ensino secundário, da universalização, as técnicas que tornam possível a Operação Milagre...protagonistas de múltiples façanhas".

 

A presença das profissionais cubanas da saúde em diferentes regiões do planeta, cumprindo missões solidárias como integrantes do contingente Henry Reeve, foi destacada pela licenciada em Enfermagem, Virginia Penichet. Bettina Palenzuela, filha de Adriana Corcho, vítima da explosão de uma bomba na embaixada de Cuba em Portugal em 1976, condenou o terrorismo "que faz com que crianças como meus irmos e eu cresçamos sem nossos pais".

 

Participaram do ato os membros do Bureau Político José Ramón Machado Ventura, Esteban Lazo, Concepción Campa e Pedro Sáez, o comandante da Revolução Guillermo García Frias e dirigentes do Partido e do governo e outros convidados.

 


 

 

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