Clipping de Notícias dos principais jornais
Editores : Valter Xéu e Juliana Tito
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01 de outubro de 2005|
Sotaques diferentes
Merval Pereira
Alguém está enganando alguém nessa história da criação do Partido
Municipalista Renovador (PMR). Onde se vê uma manobra do presidente Lula para
se aproximar dos evangélicos através do vice José Alencar, o “aventureiro do
bem” Mangabeira Unger vê uma “conspiração” de dentro do sistema para derrubá-lo
através do próprio vice, que seria o candidato à Presidência do novo partido,
contra Lula e sua política econômica.
Por essa visão, que pode ser apenas
mais uma alucinação desse Dom Quixote da política brasileira, estaria em curso
uma “virada de mesa” comandada pelo que chama de “uma federação de outsiders
(estranhos) do sistema”: “Ficará claro nos próximos dias que essa é uma
iniciativa nos moldes da Aliança Liberal de 1929, para virar o jogo”, sonha
Mangabeira.
(A Aliança Liberal foi uma coligação oposicionista liderada por
políticos de Minas e Rio Grande do Sul contra a decisão do presidente da
República Washington Luiz de fazer como sucessor Julio Prestes, outro paulista,
rompendo o revezamento conhecido como “política do café-com-leite”. A vitória
de Julio Prestes na eleição acabou gerando crises que desaguaram na Revolução
de 30, que levou Getúlio Vargas ao poder).
Na análise de Mangabeira, a Aliança Liberal foi feita “por homens
que até o momento de sua construção eram parte do sistema oligárquico com que
se governava o país, e fizeram uma conspiração cívica para derrubar aquele
sistema. A atuação de Antonio Carlos (Minas) e de Getúlio Vargas (Rio Grande do
Sul) começou como uma dissidência do sistema, mas virou muito mais, virou uma
conspiração para buscar apoios de fora do sistema para derrubá-lo”.
Mangabeira diz que o que o liga a José
Alencar e ao movimento evangélico, “coisas que parecem disparatadas”,
reconhece, é que todos, na sua visão, estão fora do poder. “Até o vice, embora
seja a segunda figura da República, por opção própria é um outsider
”, comenta. Mangabeira garante que não faz sentido classificar esse projeto
como da Igreja Universal. Se for, “escolheram então as pessoas erradas, pois
temos convicções arraigadas, somos inconformados com o projeto dominante no
país e, sobretudo, determinados a virar a mesa”, diz ele, referindo-se também
ao ex-ministro Raphael de Almeida Magalhães, que será o presidente da nova
sigla.
Para Mangabeira, “quem participa da política em um país como o
nosso tem que cuidar das aparências, mas tem que cuidar, sobretudo, das
realidades que são mais importantes. Temos que buscar as forças reais, as bases
reais da sociedade brasileira, politizá-las, convertê-las”. Nessa visão, em vez
de serem usados pelos evangélicos, os políticos do PMR não ligados à Igreja
usariam essa base social de apoio para sua ação política. Por isso Mangabeira
garante que o partido “não será um braço político da Igreja Universal, ninguém
aqui é massa de manobra de uma Igreja”.
Ele diz que há muito tempo está interessado intelectualmente no
movimento evangélico e na sua relação com uma nova classe média emergente, e
vinha conversando muito com o senador Crivella, razão pela qual surgiu o
convite para participar do partido que, segundo ele, será laico e contará
também, se depender dele, com o apoio de católicos. “Vou lutar para que o
pequeno Partido Humanista Solidário (PHS), que me apoiou com aquele pequeno
tempo de televisão, ligado a movimentos da doutrina social dos católicos, se
funda com esse novo partido”, sonha Mangabeira, ignorando as divergências entre
as duas Igrejas.
“Legitimamente, um partido político tem que buscar as bases nas
forças reais da sociedade em que atua”, diz o professor de Harvard, para quem
um fato social decisivo para qualquer orientação transformadora do Brasil hoje
é o surgimento de uma nova classe média, e de uma nova cultura de emergentes,
“que é esse pessoal que estuda à noite, luta para abrir um pequeno negócio,
para ser profissional independente, que está construindo no país uma nova
cultura de auto-ajuda e de iniciativa, e que já está no comando do imaginário
nacional”.
Entre as expressões dessa nova classe média, ele destaca o
movimento evangélico, que precisa ser visto “como um elemento entre muitos
dessa nova base social. São dezenas de milhões de brasileiros organizados”. A
candidatura presidencial será o objetivo prioritário, e quem tem melhores
condições políticas hoje seria o vice-presidente José Alencar.
“Esse partido tem que ser de claro confronto com a orientação
predominante no país abraçada pelo atual governo”, enfatiza Mangabeira, para
quem o vice-presidente tem que passar por um processo de transição “que lhe
permita desvincular-se de seus compromissos, devolver a pasta ministerial e
passar a correr o país pregando essa mensagem, ajudando a construir essa
alternativa”.
Foi aliás para continuar fiel a esse princípio que Mangabeira
Unger desistiu de se reintegrar ao PDT, onde pensava se candidatar a presidente
da República. Segundo ele, foi “com tristeza” que ele verificou que há uma
“desorganização conceitual” no partido fundado por Brizola. “Se não, não se
levaria a sério a idéia de ter como candidato à Presidência da República um
defensor intransigente da política neo-liberal”, diz, referindo-se ao senador
Cristovam Buarque, que saiu do PT para se filiar ao PDT.
Mangabeira recusa a possibilidade de o vice José Alencar continuar
como companheiro de chapa de Lula, levando o apoio do PMR na reeleição. Para
ele, a partir do momento em que assinou a ficha do novo partido, o
vice-presidente está participando de uma conspiração. Pode ser que Mangabeira
esteja diante de mais uma “confusão conceitual” como a que enfrentou no PDT. Ou
talvez esteja havendo uma dificuldade de comunicação entre o professor
Mangabeira Unger e o vice José Alencar, que falam com sotaques diferentes.
Panorama Político
Queda-de-braço: os
militares levaram
Tereza Cruvinel
O projeto que concede o aumento dos militares assinado ontem pelo
presidente Lula só saiu depois de uma dura conversa entre o vice-presidente e
ministro da Defesa, José Alencar, e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Com
generais e almirantes nos calcanhares, Alencar avisou ontem ao ministro que,
para entrar na folha de pagamento de outubro, o projeto terá que ser aprovado a
toque de caixa pelo Congresso, onde nem havia chegado. Os técnicos da Fazenda
vinham criando caso por causa de uns palitos: os militares brigaram por um
aumento de 23%, que o governo concedeu em duas parcelas, uma de 13% e outra de
10%. Mas descobriram os técnicos que a aplicação acumulativa dos índices daria
no final um aumento de 24,3%.
— Isso é uma merreca! reclamou Alencar.
No início da noite Lula assinou o projeto.
Alencar gosta de contar que já convidou Palocci para ser seu sócio
no futuro, quando ambos deixarem o governo:
— Cuidando do cofre e dos gastos da empresa ele será um sócio
lucrativo.
Aumento de 13% para
militares vai ao Congresso
BRASÍLIA. O governo enviou ontem ao Congresso o projeto de lei que
concede aumento salarial de 13% para os militares a partir de hoje. O reajuste
terá um impacto de R$ 908 milhões no Orçamento da União deste ano. Os militares
reivindicavam um reajuste de 23% a partir de março, mas a equipe econômica
argumentou que não havia dinheiro para pagar e dividiu o índice em duas
parcelas.
Pelo acordo fechado entre o presidente Lula, o ministro da Defesa,
José Alencar, e a equipe econômica, a segunda parcela será paga a partir de 1º
agosto de 2006, mas isso não foi incluído no projeto assinado ontem pelo
presidente. A segunda parcela do aumento custará R$ 4 bilhões aos cofres
públicos. Com o reajuste de 13%, o vencimento básico de um general, almirante
ou brigadeiro será de R$ 5.595, de um coronel R$ R$ 4.653 e o de capitão de R$
3.357.
Desarmamento:
horário gratuito começa hoje
Carolina Brígido
eCláudia Lamego
BRASÍLIA e RIO. Começa a ser veiculada hoje em rede nacional de
rádio e televisão a propaganda eleitoral gratuita sobre o referendo do dia 23,
quando a população decidirá, pelo voto, se aprova ou não a proibição da venda
de armas de fogo e munição no país. Duas frentes parlamentares vão tentar
conquistar os eleitores: a Frente Pelo Direito da Legítima Defesa, contrária à
proibição do comércio de armas, e a Frente Brasil Sem Armas, a favor da
proibição.
A propaganda eleitoral será veiculada até o dia 20 deste mês,
diariamente, em dois blocos de nove minutos. No rádio, será às 7h e às 12h. Na
TV, às 13h e às 20h30m. Também serão exibidas 20 inserções diárias de 30
segundos de cada frente durante a programação.
Por sorteio realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a
Frente Pelo Direito da Legítima Defesa será a primeira a apresentar seu
programa. A seguir vai ao ar o programa da Frente Brasil Sem Armas, informando
que o referendo vai regulamentar o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento,
aprovado em dezembro de 2003.
— Será um programa em tom sereno, de forma explicativa e didática.
Vamos explicar que a iniciativa do referendo foi tomada após uma longa luta da
sociedade civil — adianta o publicitário Paulo Alves, que coordena os programas
da Frente Brasil Sem Armas.
O programa terá depoimentos de atores globais — nomes como Regina
Casé, Lázaro Ramos e Marcos Palmeira. Nas inserções do primeiro dia, será
mostrado o depoimento da atriz Fernanda Montenegro. Em linguagem jornalística,
serão mostrados fatos reais de vítimas da violência por armas de fogo.
— Vamos mostrar depoimentos de médicos, bombeiros e assistentes
sociais, profissionais que têm uma ótica privilegiada do problema da violência.
Como é um tema que envolve vida e morte, o programa terá uma carga dramática,
mas sem apelação — explica o publicitário.
Depoimentos de quem salvou vida
com arma
O publicitário Chico Santa Rita, responsável pelo programa da
Frente pela Legítima Defesa, disse que seu grande desafio vai ser mostrar à
população que o referendo não vai decidir sobre o desarmamento.
— Vamos mostrar principalmente que os bandidos vão continuar
armados. Precisamos desmistificar essa mentira de que o referendo é pelo
desarmamento. Foi feita uma lavagem cerebral na população. Nosso ator principal
será a verdade.
O programa vai investir na participação de delegados de polícia e
de pessoas que já conseguiram salvar a própria vida graças a uma arma.
Inquéritos aos milhares
na PF
Jailton de Carvalho
BRASÍLIA. Um ano depois de prender 70 doleiros na Operação Farol
da Colina, a Polícia Federal vai abrir, nos próximos dias, inquéritos contra
3.500 empresários, políticos, servidores públicos, artistas e jogadores de
futebol, entre outros acusados de fazer remessas ilegais de dinheiro para o
exterior. Um levantamento preliminar da PF e da Receita Federal indica que os
acusados enviaram US$ 975 milhões aos Estados Unidos entre 1999 e 2002 sem o
devido registro no Banco Central para fugir do pagamento de impostos.
Os acusados serão chamados para depor ao longo de outubro. Serão
investigados por sonegação fiscal, crime contra o sistema financeiro e lavagem
de dinheiro, entre outros. Boa parte dos suspeitos está sendo chamada para dar
explicações à Receita e pagar multas e impostos. As ordens para abertura de
inquérito partiram da Divisão de Repressão a Crimes Financeiros da PF, em
Brasília, instância encarregada da investigação iniciada com a Farol da Colina.
A divisão pediu a abertura de 2.200 inquéritos em São Paulo, 720
no Rio de Janeiro e 300 em Minas Gerais. Pelas informações da polícia, os
acusados fizeram remessas de R$ 30 mil a mais de R$ 20 milhões do Brasil para
40 subcontas da Beacon Hill, uma superconta aberta pelo guatemalteco Anibal
Contreras no JP Morgan de Nova York. As subcontas eram administradas por cem
doleiros brasileiros.
A maior lavanderia de dinheiro do
mundo
A Beacon Hill foi desativada em 2002, depois de investigação da
Promotoria Pública de Nova York contra o crime organizado nos EUA. A Beacon
Hill, também investigada pela CPI do Banestado, foi apontada por autoridades
brasileiras e americanas como a maior lavanderia de dinheiro do mundo. A PF
suspeita que empresários, artistas, jogadores e servidores públicos, entre
outros, recorreram ao dólar-cabo, operado por doleiros brasileiros, para mandar
dinheiro ao exterior sem declarar a origem dos recursos nem pagar impostos.
Pelo sistema, o interessado em remeter dinheiro ao exterior repassa
os recursos para um doleiro no Brasil, que, no mesmo dia, faz um depósito
correspondente na conta indicada no exterior. Em geral, as contas nos Estados
Unidos eram abastecidas por dólares que brasileiros queriam mandar para cá sem
passar pelos canais oficiais. Pelas informações da polícia, o esquema dos
doleiros, espécie de sistema financeiro clandestino, movimentou mais de US$ 20
bilhões entre 1997 e 2002.
Na Operação Farol da Colina, deflagrada no dia 17 de agosto do ano
passado, a PF prendeu 70 dos 123 maiores doleiros do país, supostamente
envolvidos com as remessas ilegais. A partir daí, a PF e a Receita Federal
começaram a identificar as 8.500 pessoas e empresas clientes desses doleiros.
Para facilitar o trabalho, a PF concentrou as investigações só nos autores de
remessas acima de US$ 30 mil. A Receita está atuando sobre aqueles que enviaram
dinheiro a partir de 1999. Os crimes fiscais anteriores a esta data estão
prescritos.
Editorial
Secar uma fonte
A campanha de desarmamento já teve como resultado a diminuição de
mais de 8% no número de homicídios por armas de fogo, de 2003 para 2004. É uma
evolução particularmente significativa porque há mais de um quarto de século
que o número só fazia crescer, tendo chegado há dois anos ao pico de quase 40
mil mortes.
Esse recuo inédito foi claramente o resultado do recolhimento de
mais de 400 mil armas. Tanto que a maior redução do número de homicídios
ocorreu onde mais as autoridades se empenharam na campanha e, em conseqüência,
maior foi a adesão.
O processo se acentuará consideravelmente daqui para a frente se a
população, como se espera e como indicam as pesquisas de opinião, aprovar o fim
do comércio de armas no referendo do próximo dia 23. Na propaganda gratuita em
rádio e televisão, que começa hoje, os defensores da proibição têm portanto
argumentos convincentes a apresentar.
É claro que o efeito imediato sobre a criminalidade será mínimo,
senão nulo. As quadrilhas não costumam se armar recorrendo ao comércio legal,
assim como não entregaram seus revólveres e pistolas para atender à campanha do
desarmamento espontâneo. Nem era o que se esperava, porque o Estatuto do
Desarmamento jamais teve o objetivo de combater o crime organizado, e sim de
desarmar a população para evitar mortes que resultam de discussões por motivo
banal, desentendimentos entre vizinhos, incidentes no tráfego e assim por
diante.
No entanto, ao longo do tempo a proibição da venda deverá ter efeito
positivo também sobre o nível de criminalidade. Porque secará uma importante
fonte de suprimento dos arsenais da bandidagem, que são as armas adquiridas
legalmente — muitas vezes por indivíduos que equivocadamente acreditam na tese
da legítima defesa, como se fosse atribuição de cada cidadão, e não do Estado,
por meio da polícia, a proteção contra assaltantes.
Cúpula sul-americana
quase acaba em impasse
Eliane Oliveira, Cristiane Jungblut e Enio
Vieira
BRASÍLIA. Como se não bastasse a ausência do argentino Néstor
Kirchner e do uruguaio Tabaré Vázquez na cúpula da Comunidade Sul-Americana de
Nações (Casa) — sinalizando que falta coordenação política no Mercosul — por
pouco o encontro de chefes de Estado não terminou em um fracasso total. Um dia
depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tê-lo elogiado, o venezuelano
Hugo Chávez ameaçou não aprovar a declaração presidencial da reunião, cujo
principal ponto é a decisão política de criar uma área de livre comércio na
região.
— A prevalecer a posição de Chávez, sairemos daqui sem documento.
Repito, sairemos daqui sem documento, paralisados como chegamos — respondeu
Lula, irritado.
Chávez não se conformou com o fato de a declaração não conter uma
proposta sua e do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez. Eles sugeriram a
criação de uma comissão de alto nível, encarregada de elaborar um plano
estratégico, até 2010, com metas econômicas e sociais. Diante do apelo do
presidente brasileiro, ajudado pelo peruano Alejandro Toledo, Chávez cedeu:
— Estamos começando muito mal, repetindo esquemas fracassados!
Banco do Brasil faz acordo de
crédito com a CAF
Lula, que pela manhã fez um discurso cobrando mais empenho dos
países sul-americanos, prometeu que, em 90 dias, a proposta de Venezuela e
Uruguai seria amplamente discutida e analisada, para depois ser incluída na
declaração, o que deve acontecer em dezembro, durante a cúpula do Mercosul.
Lula encerrou o encontro pedindo paciência:
— Como sou mais otimista do que a maioria dos seres humanos, viva
a Casa! — brincou Lula, arrancando aplausos de seus colegas e saindo em seguida
para um encontro com Chávez, para aparar as arestas.
Apesar dos tropeços, a cúpula teve como ponto principal a decisão
política de se criar uma área de livre comércio na América do Sul. Em seu
discurso de abertura, Lula cobrou que os países da região abram seu caixa, como
faz o Brasil, para os investimentos necessários à integração física da América
do Sul.
Segundo ele, o BNDES e o Proex já investem US$ 4,3 bilhões em 43
projetos de infra-estrutura na região. Além disso aumentou sua participação na
Corporação Andina de Fomento (CAF) — o BNDES dos países andinos — que, para
Lula, é decisiva para a criação do Banco Sul-Americano de Desenvolvimento.
Ontem, o Banco do Brasil e a CAF assinaram um acordo para a utilização de
recursos do Proex, do governo brasileiro.
Segundo o diretor de Comércio Exterior do BB, Rogério Lot, o
acordo permitirá que exportadores do Brasil sejam financiados pela CAF em
projetos nos países vizinhos com juros menores. O BNDES também assinará convênios
com a CAF. O presidente do BNDES, Guido Mantega, adiantou que o acordo do banco
com o organismo permitirá a ampliação dos recursos para financiar projetos de
infra-estrutura, inclusive os de Parcerias Público-Privadas (PPPs).
No caso do BB, o primeiro projeto a ser beneficiado será uma
rodovia de US$ 150 milhões na Bolívia com recursos da CAF. O segundo, uma
hidrelétrica de US$ 10 milhões no Equador.
Juiz manda Minas pagar
R$ 10 mi por invasão
Estado é condenado por
"omissão e falta de empenho" para executar ordem de reintegração de
posse de fazenda no governo Itamar
Eduardo Kattah
O Estado de Minas
Gerais foi condenado, em decisão de primeira instância, a pagar R$ 10 milhões
por dano moral coletivo causado em 1999, quando da invasão da Fazenda Tangará,
em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, pelo Movimento de Libertação dos Sem-Terra
(MLST). Segundo o Ministério Público Estadual, a acusação é de que, durante o
processo de desocupação da propriedade, foi verificada a "omissão e falta
de empenho" do governo Itamar Franco (1999-2002) para execução da
determinação judicial de reintegração de posse.
A Advocacia-Geral do
Estado entrou no início do mês com um recurso de apelação contra a decisão do
juiz da 1.ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Uberlândia, João Ecyr
Ferreira, que atendeu pedido feito em ação civil pública assinada pelo promotor
Fernando Martins, em novembro de 2001. A sentença, de 5 de agosto último, foi comunicada
anteontem.
O juiz se baseou na
tese de que a sociedade foi atingida na sua crença em um estado democrático de
direito e na harmonia entre os Poderes, já que a ordem judicial não teria sido
cumprida. Ele determinou que o valor fosse depositado no Fundo de Defesa dos
Interesses Difusos. De acordo com o procurador do Estado, José Sad Júnior, o
recurso impetrado e recebido suspende os efeitos da decisão até julgamento
final no Tribunal de Justiça de Minas.
Na época da invasão,
conforme o MPE, a Cia de Integração Florestal Ltda. propôs ação de reintegração
de posse contra o MLST. A liminar foi concedida e foram expedidos mandado de
reintegração e requisição ao comandante da Polícia Militar para que fosse
providenciada a desocupação. Os policiais não atenderam a determinação
judicial, alegando carência de pessoal. Depois que a PM frustrou um quarto
mandado judicial de reintegração de posse, o MPE passou a atribuir o fato à
falta de empenho do então governador Itamar Franco.
Aumento de 13% para
militares é enviado ao Congresso
Segunda etapa, de 10%, que começa
a ser paga em agosto de 2006, não foi incluída na proposta
Depois de mais uma
queda-de-braço entre as áreas econômica e militar, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva decidiu ontem encaminhar ao Congresso projeto de lei concedendo
às Forças Armadas a primeira parte da promessa de aumento, de 13%, que entra em
vigor hoje, primeiro de outubro.
A segunda etapa, de
10%, que começa a ser paga em primeiro de agosto de 2006, não foi incluída na proposta,
porque a área econômica considera que, se pagar essas duas etapas como foi
acertado com o governo em 18 de agosto passado, com endosso do presidente da
República, os militares receberiam mais do que os 23% previstos inicialmente.
O Ministério do Planejamento
quer que a segunda etapa seja de apenas 8%, o que foi rejeitado pelo
vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar.
O ministro avisou à
equipe econômica que "não aceita nem um centavo a menos".
Caso o projeto de lei
não seja aprovado até o fim do mês de outubro, o governo terá que transformá-lo
em Medida Provisória, para tornar possível o pagamento do aumento no início de
novembro.
NEGOCIAÇÃO
O reajuste em duas
etapas foi autorizado no começo de agosto pelo presidente Lula, depois de mais
de oito meses de negociação, insatisfação nos quartéis e muitos protestos. As
mulheres dos militares chegaram até a acampar na Esplanada dos Ministérios, em
Brasília.
Brasil tem o maior PIB
da América Latina
No período de junho de 2004 a
junho de 2005 a economia brasileira superou a mexicana
Associated Press
O Produto Interno
Bruto do Brasil superou o do México no período de 12 meses encerrado em junho,
tornando o País a maior economia da América Latina. O PIB brasileiro somou US$
794,4 bilhões, e o mexicano totalizou US$ 765,7 bilhões.
O fato foi atribuído
principalmente à forte valorização do real em relação ao dólar, motivada pelo
gigantesco volume de moeda americana que está ingressando no País com os
sucessivos recordes de exportação.
Outro ponto destacado
é o juro alto, que vem atraindo investidores institucionais de todo o mundo,
que encontram no Brasil rendimentos incomparáveis. Já os investidores de longo
prazo destacam a condução firme da economia no governo Lula, acreditando que
pela primeira vez em muito tempo o Brasil caminha para o crescimento
sustentável, ainda que lentamente.
Entre junho de 2003 e
junho de 2004, o PIB do México somou US$ 685 bilhões, e o do Brasil, US$ 666
bilhões. Os dois países vêm alternando há tempos a liderança econômica na
América Latina, embora nos últimos anos o México tenha registrado uma acentuada
vantagem. Em 2003, a economia daquele país era US$ 134,4 bilhões maior que a
brasileira, e no ano seguinte, essa diferença caiu para US$ 80 bilhões.
Boa parte desse avanço
brasileiro deveu-se à valorização de 9,4% do real frente ao dólar, já que no ano
passado o peso mexicano avançou apenas 0,7% em relação à debilitada moeda
americana.
A economia mexicana
cresceu 4,2% em 2004, enquanto o governo previa uma expansão de 4%. Foi o maior
crescimento nos últimos quatro anos. Para a maioria dos analistas, o PIB do
México deverá crescer 3,74% este ano e 3,83% em 2006.
O Produto Interno
Bruto brasileiro foi de US$ 578,2 bilhões no ano passado, ante US$ 491,4
bilhões em 2003.
PREVISÃO
Há meses, um estudo da
Bear Stearns, UBS, Morgan Stanley, Merrill Lynch, JP Morgan e Ideaglobal
prognosticou uma expansão de 3,8% na economia brasileira em 2005 e uma vantagem
do México de aproximadamente US$ 57 bilhões em relação ao Brasil.
Aparentemente, a valorização do real ante o dólar poderá mudar esse quadro.
O estudo previa para
2005 uma valorização de 11% do real ante o dólar, mas desde janeiro a
apreciação foi de 17,2%.
A terceira economia da América Latina é a da Argentina, seguida da
Venezuela, Colômbia, Chile e Peru. O PIB venezuelano cresceu 15% em 2004, e
este ano deverá chegar a US$ 103,5 bilhões. A Colômbia teve um PIB de US$ 89,5
bilhões. O Equador tem o maior PIB entre os países pequenos do Continente.
Caserna
Militar ganha 13% de
reajuste
Depois de muita pressão, governo
decide pagar a primeira parcela do aumento prometido em 2004 pelo então
ministro da Defesa José Viegas. Mais 10% só deverão ser pagos em agosto do
próximo ano
Sandro Lima
Da equipe do Correio
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva assinou ontem projeto de lei que concede aumento de 13%
aos militares a partir de hoje. O aumento consiste na primeira parcela do
reajuste no soldo das Forças Armadas. A segunda parcela, de 10%, será paga a
partir de agosto de 2006. Desde outubro do ano passado os militares reivindicam
reajuste salarial de 23%. Na ocasião, o então ministro da Defesa, José Viegas,
fez a promessa, que o governo cumpriu somente agora, um ano depois.
O aumento deveria ser
pago, em uma única parcela, em janeiro deste ano, mas até setembro os militares
ainda não tinham visto a cor do dinheiro. Nos últimos meses, o governo sofreu
muita pressão para cumprir a promessa de aumento. O que mais incomodou o
governo foram os constantes protestos das mulheres dos militares. As integrantes
da União Nacional de Esposas de Militares das Forças Armadas (Unemfa) — que
chegaram a acampar por dois meses em frente ao Itamaraty — organizaram apitaços
sempre que o presidente Lula recebia chefes de estado estrangeiros.
Além do
constrangimento no Itamaraty, as mulheres dos militares perseguiram o
presidente Lula em diversos eventos públicos. Elas organizaram manifestações no
QG do Exército, no Setor Militar Urbano, e em frente ao Palácio do Planalto.
Pelo menos em quatro ocasiões, as mulheres dos militares fecharam a pista em
frente ao palácio e foram para o confronto com os policiais militares e a
segurança presidencial.
Nas comemorações do 7
de Setembro, a presidente da Unemfa, Ivone Luzardo, pediu o impeachment do
presidente Lula. A dificuldade do governo em encontrar uma solução para o
reajuste salarial dos militares aumentava o mal-estar entre o presidente Lula e
as Forças Armadas. A situação se agravou e começou a preocupar o governo quanto
integrantes da ativa começaram a verbalizar publicamante a insatisfação com a
promessa não cumprida.
O comandante da
Marinha, almirante-de-esquadra Roberto de Guimarães Carvalho, por exemplo,
pediu aumento salarial para os militares e a liberação de recursos para o
reaparelhamento da força durante a solenidade de comemoração do 140º
aniversário da Batalha do Riachuelo. A reclamação foi feita na presença do
vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar. Após muita negociação com a
equipe econômica, os militares disseram aceitar dividir o aumento em duas parcelas:
13% agora e 10% no próximo ano. A partir do aval dos militares, Lula pressionou
a equipe econômica a aceitar e cumprir o acordo.
Análise da notícia
Uma agenda de protestos
Monique Renne/Especial para o
CB/7.9.05
Ao assinar o projeto
de lei que concede aumento de 13% aos militares, o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva tira um peso das costas e se livra de um aborrecimento. Primeiro, tira
o peso de uma promessa aos oficiais militares que ainda não havia cumprido.
O clima do presidente
nos despachos com o vice-presidente e ministro da Defesa, José Alencar, e os
comandantes das Forças Armadas, a cada dia era mais pesado e constrangedor. Sem
uma resposta aos militares, Lula se limitava a dizer que estava estudando com
carinho o pleito. Com o aumento, Lula também se livra dos constantes protestos
das mulheres dos militares, uma pedra no sapato do presidente.
Apesar da vigília
quase semanal que elas faziam em frente ao Palácio do Planalto, as
manifestantes não foram recebidas em nenhuma ocasião pelo presidente Lula. Ele
delegou a missão de acalmá-las a Alencar, que as recebeu duas vezes em seu
gabinete no Ministério da Defesa. Entre os meses de maio e julho, os protestos
da União Nacional de Esposas de Militares das Forças Armadas (Unemfa) se tornaram
parte da rotina da segurança presidencial.
Pelo menos uma vez por
semana elas organizavam alguma manifestação contra o governo. Houve uma ocasião
em que o aparato policial alcançou 60 homens, para um grupo de manifestantes
que nunca superava vinte pessoas. O cuidado redobrado com a segurança ocorria
porque em algumas manifestações as integrantes da Unemfa agiram rápido e quase
invadiram o Palácio.
O pior protesto contra
Lula ocorreu quando a Unemfa levar 80 mulheres de militares para um manifesto
em frente ao Palácio do Planalto. Vestidas de preto e agitando faixas, pediam
reajuste salarial de 23% para os seus maridos e interromperam o trânsito no
local. As datas militares este ano, como o 7 de Setembro foram marcadas pelas
manifestações da Unemfa. (SL)
Dinheiro para aliados
Planalto abriu os cofres e liberou
de imediato R$ 147,5 milhões ao partidos da base aliada para eleger Aldo Rebelo
na presidência da Câmara. Oposição condena artimanha e governo nega qualquer
relação
Luiz Carlos Azedo
Da equipe do Correio
O governo Lula sacou
da cartola a máxima do Partido Republicano da Velha República (“feio em
política é perder as eleições”) e abriu os cofres para os aliados,
privilegiando a liberação das emendas parlamentares individuais para os
integrantes da base na eleição de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) à presidência da
Câmara. O PMDB foi beneficiado com R$ 21,3 milhões (14% de suas emendas); o PP,
com R$ 28,8 milhões (20,37%), o PTB, com R$ 16,2 milhões (22,5%); e o PL, com
R$ 14,821 milhões (18,44%). Quem mais sacou dos cofres governamentais foram os
petistas, com R$ 28,6 milhões (12% das emendas do PT). O total de emendas
liberadas soma R$ 147,5 milhões. Os dados estão na página do Senado na
internet. As liberações se intensificaram em setembro poucos dias antes da
eleição.
“Essa prática é uma
violação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O governo não tem o direito
de manipular as emendas individuais, nem as verbas do Orçamento da União para
comprar a eleição na Câmara. É um crime de responsabilidade. Nós estamos
investigando o que aconteceu e vamos representar contra quem for o responsável
por esse tipo de prática”, ameaça o líder da Minoria, José Carlos Aleluia
(PFL-BA). Seu partido, até agora, recebeu R$ 11,1 milhões (7,56%) das emendas.
Metrô
O parlamentar
questiona também as informações de que o governo teria liberado recursos para
construção do metrô de Salvador para obter o apoio da bancada do PDT, segundo
acordo feito com o prefeito da capital baiana João Henrique (PDT). “É uma obra
necessária ao povo, que está parada desde a administração municipal passada
porque o governo não libera os recursos. O metrô não deve ser objeto de
barganhas políticas”, critica o parlamentar. Até agora, o PDT de João Henrique,
que apoiou Aldo no segundo turno, recebeu apenas R$ 1,3 milhão em emendas
(4,44%).
“Os acordos envolvendo
emendas são uma prática equivocada, mas corriqueira, que também foi usada no
governo passado. Todos as emendas, sejam de parlamentares que apóiam o governo,
sejam da oposição, devem ser executadas. Nós incluímos a obrigatoriedade da
execução das emendas na Lei de Diretrizes Orçamentárias, mas o governo vetou.
Foi um erro”, avalia o líder do PSB na Câmara, Renato Casagrande (ES).
Cargos
Porém, o parlamentar
capixaba nega qualquer acordo na base governista envolvendo mudanças
ministeriais ou ocupação de cargos para eleição de Aldo. “A gente fala com a
imprensa, mas ninguém acredita: só tratamos das emendas”, diz Casagrande. O PSB
recebeu R$ 8,402 milhões das verbas previstas na LDO (17,8% das emendas).
O líder do PL, Sandro
Mabel (GO), minimiza o impacto da liberação das emendas. Aproveita para
criticar o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que estaria contingenciado
demais a execução do Orçamento. “Estamos no final do ano e até agora o governo
não liberou um quinto das emendas parlamentares da nossa bancada. E ainda falam
que estamos barganhando verbas para apoiar o governo. Essas emendas individuais
são necessárias. Se destinam à realização de pequenas obras de saneamento, vias
de escoamento, construção de escolas e postos de saúde. São obras
indispensáveis e baratas”, justifica.
A opção de apoiar o
candidato do governo já no primeiro turno da eleição para a presidência da
Câmara, segundo Mabel, foi conseqüência da desistência de Inocêncio de Oliveira
(PL-PE), que seria o candidato da bancada à presidência da Câmara e desistiu na
última hora. “Ele comunicou a decisão na quarta-feira, numa reunião da qual
participaram o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e o presidente do
PL, Valdemar da Costa Neto. Nós decidimos apoiar o Aldo e pedir ao governo para
liberar o orçamento do ministério, que é uma potência, mas tem R$ 2 bilhões
contingenciados pela Fazenda por causa dessa política do ministro Palocci”,
explicou. Entretanto, o presidente do PL, mesmo tendo renunciado ao mandato,
obteve teve R$ 1,114 milhão em emendas individuais, sendo R$ 420 mil na semana
da eleição.
Aldo Rebelo, cujo
partido já recebeu R$ 4,9 milhões (18,9% das emendas), descarta qualquer
barganha do governo para sua eleição. Nas entrevistas, atribuiu o resultado ao
esforço feito por líderes governistas e antigos aliados históricos, negando o
envolvimento direto do governo. Mas os votos que recebeu do PTB e do PP, por
exemplo, no segundo turno, certamente têm a ver com o tratamento dado às duas
bancadas pelo governo. Tanto que o ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti
recebeu sozinho R$ 1,082 milhão em emendas, dos quais R$ 592 mil na semana de
sua renúncia e R$ 50 mil dois dias depois de renunciar ao mandato.
Lula visitará
acampamento
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva vai visitar os assentamentos da reforma agrária no Pontal
do Paranapanema, extremo oeste de São Paulo, entre o fim de outubro e o início
de novembro. De acordo com o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem-Terra (MST), José Rainha Júnior, que esteve com o presidente, quarta-feira,
na Bahia, a agenda será definida na próxima semana.
"A decisão, o presidente
já tomou. Falta agora definir a data e a agenda", disse. Pode ser na
última semana de outubro ou nos primeiros dias de novembro, segundo ele. Lula
atenderia a um convite formal da Associação dos Municípios com Assentamentos do
Pontal (Amap), entregue pelo prefeito de Presidente Venceslau, Ângelo
Malacrida, do PT, presidente da entidade. O endosso pessoal dado por Rainha ao
convite fez com que o presidente tomasse a decisão de aceitá-lo.
"um amigo"
No assentamento Lulão,
em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, quarta-feira, Lula referiu-se ao líder dos
sem-terra como um amigo que não é "de primeira hora" e fez menção às
prisões sofridas por Rainha. O líder não exerce cargo de direção no MST, mas
outras lideranças regionais do movimento devem se juntar aos preparativos para
receber o presidente.
O protesto contra o
excesso de presídios no Pontal do Paranapanema, organizado pelo líder José
Rainha, reuniu cerca de 600 manifestantes, ontem, em Presidente Venceslau. O
público, inferior ao esperado pelos organizadores, ocupou a frente de um palco
montado na praça Nicolino Rondó. O ato foi engrossado por agentes
penitenciários que atuam na região. Viaturas da PM foram colocadas em pontos
estratégicos da cidade, mas não houve incidente.
Helio
Fernandes
Último trem de Berlim
Navegantes de todas as legendas escolhem a definitiva para 2006
De acordo com a Constituição, terminou ontem o prazo para duas
decisões importantes dos que pretendem disputar eleições em outubro de 2006.
1 - Ficar nos partidos onde estão ou se transferirem para outro. Saem
e entram durante 3 anos do mandato, têm que ficar pelo menos 1 ano na mesma
legenda.
2 - Cumprirem o que se chama de "domicílio eleitoral", que
até 1965 não existia. O Brasil é um país de migrantes e imigrantes, nada mais
justo que todos pudessem escolher livremente os estados por onde quisessem
concorrer. Mas nesse ano de 1965, um candidato forte ao governo da então
Guanabara era o marechal Lott. Os irmãos Geisel e o tenente-coronel Golbery não
queriam que ele disputasse. E como morava em Teresópolis, criaram esse absurdo
"domicílio eleitoral". Que não prejudicou José Sarney, ele nasceu e
sempre morou no Amapá.
Nas mudanças de ontem, uma das mais importantes foi a do
vice-presidente José Alencar. Estava sem legenda, entrou num partidinho
evangélico. Muita gente estranhou, não sabia explicar. Ele foi obrigado a isso.
Apesar de numerosos, os partidos não têm vida própria nem convenções
independentes. Como acontece, por exemplo, nos EUA.
O vice precisava sair do PL, motivos mais do que óbvios. Queria ir
para o PMDB. Que já tem candidato a governador (Helio Costa no meio do mandato
no Senado) e a senador (Itamar Franco, praticamente invencível). No PSDB, nem
pensar. Além do mais, Aecio não vai sair. No PFL, nenhum espaço, se Aecio, por
hipótese, deixasse o governo, assumiria o intocável Clesio Andrade. Os outros
partidos não existem em Minas, vai ficar esperando que o bispo Macedo faça
chover voto do Céu.
Como já se esperava, não saiu muita gente do PT-PT. Não houve
reabilitação, e sim obstrução pelos mesmos motivos de José Alencar. Na Câmara,
o PT-PT tinha 90 deputados, ficou com 84. Proporcionalmente, como a Câmara tem
513, a mesma falta de expressão. O PT-PT perdeu substância nas ruas, vai perder
também nas urnas. E os que tinham e têm consciência (?) disso, ficaram, o que
fazer?
Delfim Netto, sempre bem informadíssimo, sabia bem antes que Maluf
seria preso e humilhado, saiu do PP, logo, logo. Foi para o PMDB do
"estadista" Sarney e do "sacripanta" Renan Calheiros, assim
chamados deliberadamente por Michel Temer. Que é o presidente do PMDB mas foi
abandonado por quase todos.
Em Brasília, capital, pelo menos política, José Roberto Arruda,
como bom mineiro (coisa que Paulo Otavio também é), deixou para o último prazo,
meia-noite. Andou conversando com o PMDB, queria acordo ou a palavra de Roriz.
Mas este não diz nada. Iris Resende, que foi governador e senador por Goiás,
como não tem mais chance lá, quer ser candidato por Brasília. Teria que mudar
de domicílio, nenhum problema. Mas queria o aval de Roriz. Que foi quem o
lançou na política e o apoiou sempre.
Cristovam Buarque, que havia sido recusado pelo PDT, acabou
assinando por esse partido. Mas para ser candidato a presidente da República.
Nenhuma chance, só que no meio do mandato no Senado corre o Brasil, é fácil e
sem despesa.
No Rio, o senador Crivela entrou no mesmo partidinho do vice
Alencar, o evangélico. O senador Crivela faz tudo que o bispo Macedo manda.
Alencar entrou nesse partidinho por falta de opção, Crivela por falta de
convicção. Miro Teixeira, que já foi candidato contra Brizola (1982), passou
para o PDT, andou no PT-PT, foi ministro, voltou ao PDT. Para deputado, nenhum
problema.
No Amazonas, muita expectativa para a meia-noite. (Escrevo às 6).
Já concretizado: o governador Eduardo Braga entrou no PMDB, num acordo com
Mestrinho. Os 2 disputam a reeleição. (A do governador é reeeleição). O que se
espera: a definição de Pauderney Avelino, que pode deixar o PFL, e de Alfredo
Nascimento, do PL. Este é ministro, quer ser governador.
Na escuta, Artur Virgilio (PSDB), que não precisa de legenda, quer ser governador.
Pode garantir a legenda para Pauderney disputar o Senado.
Anthony Mateus (e lógico, Dona Rosinha) deixa tudo para
meia-noite. Ele é tão ardiloso, que palavra, que ninguém mais acredita no que
diz. Pode sair ou ficar no PMDB, entrar ou deixar de entrar no
"evangélico" PSC, nenhuma importância. Tem a obsessão da presidência
da República, mas depois do fracasso de Lula não existe nenhuma possibilidade
de repetição com um personagem pior. E ainda por cima, inelegível.
PS - O haraquiri do dia 30 foi cometido pelo vice-governador Luiz
Paulo Conde. Se tivesse saído do PMDB e ido para qualquer outro partido (até
mesmo PSDB, PL, PTB, PFL não, por causa do alcaide ex-amigo) estaria no auge.
PS 2 - Poderia ser a opção dele mesmo, com Dona Rosinha saindo ou
ficando no governo, a partir de 30 de março. Permanecendo no partido de Anthony
Mateus, será trucidado, o ex-governador não gosta de soluções corretas ou
previsíveis.
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Julio Lopes Aparece em tudo, tem instantes de gozo com os holofotes. Na
Câmara jamais se destaca. Agora foi notícia pelo vexame. |
O que mais se comentava ontem, em Brasília e adjavências
(principalmente adjacências), era o ar de tranqüilidade do presidente Lula.
Seus discursos, na verdadeira maratona que vem fazendo pelo Brasil (fora do
roteiro José Dirceu, que só previa viagens ao exterior), são assombrosamente
vazios. Na verdade o PT-governo não tem o que mostrar. Mas o presidente Lula
fala sem parar, exibe um "otimismo" que só se justifica pelas aspas.
Ao receber Aldo Rebelo, as fotos apresentam um Lula que não parava
de rir. Fica difícil saber a razão, pois o presidente acumula fracassos e
insucessos. Até mesmo na "vitória" para presidente da Câmara.
Nada surpreendente a visita do presidente da Câmara ao presidente
da República, os Poderes são harmônicos e independentes. HARMÔNICOS, todos
viram na corrupção explícita e implícita. Mas como considerá-los INDEPENDENTES,
depois de tudo que se viu e se soube na eleição?
Não posso deixar de registrar, pedindo desculpas pelo atraso, o
acúmulo de notícias é muito maior do que o espaço: a atuação de Inocencio de
Oliveira presidindo a votação e apuração. Garantiu que não demoraria, não
demorou.
Até mesmo no horário não se repetiu o espetáculo da eleição de
Severino, que foi empossado na manhã seguinte. Agora, às 10 da noite, Aldo já
fingia que presidia a Câmara. Fingimento, não foi eleito para presidir e sim
para proteger os que seriam cassados. Não serão mais?
A Globonews, atrasadíssima, repetia: "Inocencio de Oliveira,
do PFL". Ora, ele já é do PMDB há muito tempo. Como o vice que assumirá em
março, Mendonça Filho ("Mendoncinha"), também é do PFL, o que fazer?
Inocencio também quer disputar o governo de Pernambuco.
Primeira conseqüência da eleição de Aldo Rebelo e do acordo
espúrio e vergonhoso, de Ciro Nogueira com o novo presidente: uma ala grande do
PP não sai do partido, mas se declara independente.
Objetivo explícito e declarado: não atende mais ao
"líder", deputado (até quando?) Pedro Corrêa. A comunicação
(sigilosa, mas que publiquei ontem) revoltou muita gente no partido.
Que Maria Rita, que nada. O CD mais tocado nestes dias em Brasília
tem a voz do deputado Julio Lopes, no fundo, flagrado e gravado. Ele não sabe
mais o que fazer para sair da enrascada em que se meteu porque foi falar quando
devia calar. Olha que não foi nem grampo telefônico. (Julio Lopes, na verdade,
mordeu a própria língua, ingerindo o veneno letal).
Tudo começou quando Julio Lopes resolveu fazer rapapés e
salamaleques com um importante empresário da mídia (impressa e eletrônica), que
foi receber homenagem em Brasília.
Imediatamente, convidou-o para almoço, com convidados brasileiros,
incluindo na lista algumas autoridades. O executivo agradeceu, alegou problema
de agenda, recusando, educadamente, o jantar. Julio Lopes, como sempre, jantou
sozinho.
Não satisfeito, Julio Lopes resolveu, então, pedir que seu amigo
Antônio Venâncio Filho telefonasse para o executivo da mídia carioca (mas com
tentáculos em Brasília), procurando convencê-lo a aceitar o almoço em sua casa.
Venâncio tentou falar-lhe algumas vezes. Não conseguindo, deixou recado na
caixa-postal, sem retorno.
Não satisfeito, Julio Lopes queria ir chorar junto a Eduardo
Cunha, também deputado pelo Estado do Rio. Mas não foi. O jornalista Marcone
Formiga, testemunha de quase tudo. (Continua segunda-feira, com o relato do
resto).
Ontem bem cedo o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, recebeu o
embaixador do Brasil na Venezuela, Souza Gomes. O embaixador, mais importante
do que o deputado, foi o porta-voz do governo (não o de agora) na própria
Câmara, ou melhor, no Congresso.
O senador José Agripino (PFL) anteontem pediu a transcrição da
Primeira desta Tribuna da Imprensa. A manchete, elucidativa, e a foto do novo
presidente da Câmara, cercado por todos os que eram tidos e havidos como
prováveis cassados.
E que são agora, apenas possíveis mas não prováveis CASSÁVEIS.
Lógico que tinham que se "amontoar" ao lado e em cima de Aldo Rebelo.
Pois não foi o deputado do PC do B que venceu e sim os que tinham medo.
José Agripino também denunciou que já está em andamento um pacto
contra a democracia: a determinação de retardar qualquer cassação.
Pois vou acrescentar para o senador do Rio Grande do Norte: o
deputado do PP, Ciro Nogueira, que foi a chave da vitória de Aldo Rebelo,
comunicava aos correligionários: "Teremos mais 1 ou 2 ministros e 3 ou 4
estatais importantes. É o que está combinado com o Aldo".
A falta de constrangimento é total. Ontem, o senador (suplente em
exercício) Sibá Machado dizia da tribuna: "Aldo Rebelo é homem de diálogo,
de respeito, de coordenação, de recuperação da Câmara".
Inacreditável. E mais estarrecedor ainda, quando Sibá afirma:
"Aldo Rebelo ocupa o seu lugar na história". Ha! Ha! Ha! Não é
preciso esclarecer: o senador do Acre pertence ao PT-PT e ao PT-governo.
A eleição na Academia para preenchimento da vaga do embaixador
Sergio Corrêa da Costa continua intensa. Como acontece sempre, a chamada
"sessão da saudade" é na quinta-feira seguinte. Como Corrêa da Costa
foi enterrado na própria quinta, ficou para depois.
Por causa do recesso obrigatório e regimental, a eleição só
ocorrerá na primeira quinta-feira de março. Bastante tempo. Mas até lá o nome
favoritíssimo é o de Nelson Pereira dos Santos, muito prestigiado. Existem os
candidatos de sempre, bem distantes.
Há muito tempo a Academia está querendo inovar, escolhendo alguém
que não seja nem embaixador nem jornalista. Daí a preferência pelo nome de
Nelson Pereira dos Santos, louvado até não profissionalmente.
E há mais: Nelson Pereira dos Santos exibiu na própria Academia,
em quatro sessões diferentes, alguns dos seus filmes, com relato e análise.
Entre os 4, lógico, "Vidas secas" e "Rio 40
graus". Foi aplaudido de pé, em todas as sessões, e chamado de cineasta
social. A Academia procurava um personagem com o perfil do Nelson, encontrou.
XXX
Numa de suas passagens, rápidas, por Brasília, Bernardo Cabral foi
visitar a exposição da jovem e requisitada artista plástica Joana Limongi.
Escreveu: "Com seu inegável talento, o encontro com a posteridade está
assegurado".
A exposição fica até 13 de outubro no Espaço Marcantonio no
Tribunal de Contas da União. Que bem a propósito, poderia servir de exemplo
para os TCEs do Brasil inteiro, começando pelo Estado do Rio.
XXX O Hospital dos Servidores, que já foi considerado de primeiro
mundo (principalmente nas diversas vezes em que foi dirigido pelo
competentíssimo Aluizio Salles), realiza mutirão para atender fraturas de
idosos. Iniciativa do ortopedista Kalil Fuad Sobrinho, chefe do setor
ortopédico do hospital.
A propósito de ortopedia e de hospital: o grande Nova Monteiro,
ortopedista e várias vezes diretor do Miguel Couto (que teve com ele muitos dos
seus grandes momentos), dará nome ao anexo que se chamará mais do que
justamente Professor Nova Monteiro. Mas não há dinheiro, o terreno está lá,
vazio, à espera de recursos. Que República, só há dinheiro para o mensalão e
não para o hospitalão.
Empresários
que foram a Damasco começam
a negociar produtos
Gláucia Lacerda
Duas das cinco empresas (quatro de Rio Preto e uma da região) que participaram da 52ª Feira Internacional de Damasco, capital da Síria, já estão negociando contratos com os países árabes.
Uma empresa de produtos fitoterápicos e outra de couro, estão acertando os últimos detalhes para que os conteiners possam seguir viajem.
A participação dos empresários no evento foi promovida pela Prefeitura de Rio Preto. A escolha ocorreu em função da forte influência da comunidade sírio-libanesa na cidade e pelo próprio interesse dos empresários locais no mercado árabe.
Foi montado um estande de 20 metros quadrados para que os contatos pudessem ser efetivados e os produtos expostos. Rio Preto foi a única cidade do Estado de São Paulo a participar da Feira. Para auxiliar os empresários rio-pretenses na comunicação com os árabes, a comitiva levou Tarek Saorout.
Os outros integrantes da comitiva brasileira eram do Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.
“Esse trabalho da Prefeitura de encabeçar a participação de empresas em feiras, foi considerado pioneiro pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Eles gostaram e aprovaram esse formato, esse tipo de participação”, afirma o secretário municipal de Desenvolvimento e Negócios do Turismo, Márcio Sansão.
A delegação rio-pretense foi recebida pelo embaixador brasileiro na Síria, Eduardo Monteiro de Barros Roxo. A pedido do prefeito Edinho Araújo, ele ajudou no contato dos empresários e seus representantes com autoridades sírias. Também esteve visitando o estande de Rio Preto.
As ações para formar um grupo regional exportador ao mercado árabe começaram em fevereiro deste ano, por meio de uma parceria entre a Prefeitura, a Acirp (Associação Comercial e Industrial de Rio Preto) e o Sebrae.
Antes dos empresários viajarem para Damasco foi realizado um seminário em parceria com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira e a Acirp, com o título “Negociando com os países árabes”.
O secretário geral e diretor da CCAB, Michel Alaby, informou que em 2004 os países árabes importaram U$ 240 bilhões. Do Brasil foram apenas US$ 4,13 bilhões.
As empresas que viajaram para Damasco foram: Doces Cossari, Fábrica de Doces São Rafael, Bionatus (fabricante de produtos fitoterápicos), Âmbar Leather (setor de couros) e Refrigerantes Poty.
Empresas de tecnologia se
preparam para participar de Feira
Internacional
Mara Luíza Alves dos Santos
Rio Preto será representada na Feira Internacional de Tecnologia – Brasil Tec-2005, por empresas da área de tecnologia avançada. Dez empresas já se preparam para o evento que acontece de 5 a 8 de outubro, no Anhembi, em São Paulo.
A participação na Feira de Tecnologia faz parte da política de incentivo permanente da Prefeitura às micro e pequenas empresas dos distritos e mini-distritos, como destaca o secretário de Planejamento, Orlando Bolçone. “A cidade esta despontando como pólo tecnológico nacional e internacionalmente. Assim, Rio Preto vai se consagrando como excelente alternativa para instalação de novos investimentos na área”, afirma Bolçone.
Participam da Brasil Tec-2005 as empresas: Braile Biomédica (tecnologia médica); RioSoft (tecnologia informática); Village (patentes); Empro (informática); Sigrel (tecnologia em redução de consumo de energia); Jawar Industria (tecnologia em ferramentaria); VM Sistemas e Soluções (tecnologia da informação); Ventura (informação); e, Apeti (Associação de Profissionais e Empresa de Tecnologia).
Segundo José Vieira Júnior, da Sigrel Eletro Eletrônica, a IV Brasil Tec-2005 é uma excelente oportunidade para a divulgação dos produtos da empresa, estabelecer contatos, parcerias e conhecer avanços tecnológicos na área de atuação.
Com 23 anos de experiência em ferramentaria, a Oficina Jawar vai mostrar na Feira o que há de mais moderno na área de moldes e matrizes produzidos pela empresa. “Vamos divulgar nossa empresa e ao mesmo tempo conhecer novidades tecnológicas”, diz o empresário Orlando Tirolla.
Já para APETI, que promove o desenvolvimento tecnológico na região Noroeste do Estado de São Paulo, participar do Brasiltec é “uma oportunidade estratégica para fomentar a aproximação dos associados com o mercado consumidor e financiador”, como afirma o diretor Gilberto Peres Mariano.
A Brasil Tec-2005 é um evento Técno-Comercial e acontece das 10 às 19 horas, em São Paulo.
O Tema deste ano será “Tecnologia: um produto para a sociedade”. Estarão na Feira setores como aeroespacial, automação, biotecnologia, educação, energia, fármacos, fomento, máquinas e equipamentos, meio ambiente, metrologia, nanotecnologia, química fina, semicondutores, sistemas e processos voltados para soluções coorporativas, tecnologia da comunicação e tecnologia sociais.
Aeroporto de Rio Preto volta a receber
pousos e decolagens neste sábado
Luís Fernando China
O aeroporto “Eribelto Manoel Reino” volta a operar para pousos e decolagens a partir deste sábado (1º/10), depois de 60 dias fechado para obras de recuperação da pista. O comunicado oficial foi encaminhado pelo superintendente do Daesp, Ricardo Volpi, ao prefeito Edinho Araújo no início da tarde de quarta-feira (28/9).
De acordo com o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo, obras complementares vão continuar em andamento, sem prejuízo para a operacionalização do aeroporto.
Durante os meses de agosto e setembro, os vôos de Rio Preto foram transferidos para o aeroporto da cidade de Barretos. O aeroporto de Rio Preto, que passa por processo de internacionalização, recebeu investimentos da ordem de R$ 10 milhões, do governo do Estado.
Orquetra Jovem vai levar música
de qualidade às escolas municipais
Augusto Fiorin
A Orquestra Jovem de Rio Preto, dos Núcleos de Artes da Prefeitura – em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão (Faperp) – realiza, a partir de 11 de outubro, uma série de apresentações em escolas municipais da cidade.
Com um repertório que vai do clássico ao popular, as apresentações têm como objetivo levar música de qualidade para dentro das escolas, estimulando os alunos para a vida cultural.
A primeira apresentação, dia 11, acontece na escola municipal Professor Oscar Arantes Pires (rua Imperial, 569, Imperia).
A segunda visita da orquestra às escolas acontece no dia 8 de novembro. Na ocasião, os alunos da escola Darcy Ribeiro (rua Geraldo Barbosa de Oliveira, s/nº, no Jardim Santo Antônio) terão a oportunidade de conhecer um pouco da música clássica.
No dia 22 de novembro, a orquestra se apresenta na escola municipal Dr. Ruy Nazareth (rua Armelinda Aparecida Paula Amaral, 149, Jaguaré).