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- Prensa Latina
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11 de novembro de 2005
Relatório da CIA revela falsidades sobre o Iraque
Washington,
11 nov (PL) Um relatório da Agência Central de Inteligência (CIA) revelado hoje
evidencia dúvidas sobre os supostos vínculos entre o Iraque e a organização Al
Qaeda, um dos pretextos da Casa Branca para ordenar a invasão ao país árabe.
Conforme informou a emissora CNN, o documento
foi redigido em janeiro de 2003, dois meses antes que o presidente George W.
Bush desencadeasse a agressão armada.
O reportagem qualifica de duvidosos dados
sobre tentativas de membros da Al Qaeda de adquirir no Iraque armamento químico
e biológico, como asseguraram repetidamente vários funcionários da
Administração republicana.
CNN recorda que semanas depois de ser
emitido esse relatório, o então secretário de estado, Colin Powell, afirmou
diante das Nações Unidas que Bagdá constituía uma ameaça devido aos portadores
não convencionais que possuía.
O relatório da CIA reforça a tese de um
documento desclassificado em dias recentes por da Agência de Inteligência de
Defesa (DIA), a qual corrobora que governo do Bush empregou informação falsa ao
argumentar os pretextos para invadir ao Iraque e vinculá-lo a Al Qaeda.
Elaborado em fevereiro de 2002 por essa
dependência do Pentágono, a prova litográfica afirma que a fonte Ibn ao-Shaykh
ao Libi, desorientou intencionadamente suas "confissões" sobre o
presumido apoio iraquiano a Al Qaeda no tema das armas ilícitas.
O jornal The New York Times considerou que
esse relatório era a prova mais evidente das dúvidas expressas pelas agências
de inteligência americanas sobre a credibilidade dessa fonte que, embora não
por seu nome, foi utilizada pela Administração Bush para incriminar ao Iraque.
"Sem mencioná-lo, o presidente Bush, o
vice-presidente Richard Cheney, Colin Powell e outros funcionários reiteraram
repetidamente como acreditável a tese de que o Iraque treinava a membros da Al
Qaeda no uso dessas armas", destacou o periódico.
Exemplo disso, foi um discurso do governante
no Cincinnati, em outubro de 2002, quando disse "nós sabemos que o Iraque
treinou a membros da Al Qaeda na fabricação de bombas, venenos e gases".
O disforme desclassificado pela DIA o
entregou ao jornal o senador Carl Levin, democrata de maior fila no Comitê de
Serviços Armados da Câmara alta.
Em opinião do congressista, o texto é a mais
recente prova "do mau uso que fez a Administração Bush dos reporte de
inteligência prévios à guerra, para justificar a agressão ao Iraque".
Libi foi capturado no Paquistão a fins de
2001, e em janeiro de 2004 se retratou de suas declarações iniciais. Isso
obrigou a CIA a revogar todos os informe apoiados em seus testemunhos.
rgc/et