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11 de novembro de 2005

 Vozes nos EUA pedem mudança de estratégia no Iraque

Washington, 11 nov (PL) Legisladores e peritos em temas de defesa americanas insistem ao presidente George W. Bush e aos falcões do Pentágono a trocar sua estratégia no Iraque ocupado, a qual consideram erro, transcendeu hoje.

   Segundo o jornal The Washington Post, os promotores da mudança alegam que as forças armadas norte-americanas devem primeiro tratar de controlar os mais importantes centros populações, em vez de querer dominar todo o país árabe.

   Ao intervir no American Enterprise Institute, um dos "tanques pensantes" mais conservadores,  o senador John McCain reclamou um novo enfoque para fazer frente ao conflito, que em sua opinião poderia lhe conduzir a Washington conseqüências "mais sérias que a guerra do Vietnã".

  Em opinião do legislador, possível aspirante presidencial republicano nos comícios de 2008, em vez de perseguir e tratar de matar aos insurgentes, o Pentágono deveria criar zonas seguras onde à resistência resultasse difícil penetrar.

   Tal concepção implicaria que "mais tropas e recursos fossem enviados ao Iraque", acrescentou o congressista, quem disse ser contrário à idéia de reduzir o número de tropas a partir do próximo.

   De acordo com o Post, esses argumentos são compartilhados por peritos em matéria de defesa, a partir do critério de que a insurgência mantém uma grande habilidade para atuar.

   Em dias recentes a secretária de Estado Condoleezza Rice disse no Comitê de Relações Exteriores do Senado que a estratégia político-militar no Iraque era "manter e construir".

   Explicou que se tratava de controlar as zonas onde opera a resistência e criar, de forma duradoura, as instituições nacionais iraquianos.

   Entretanto, analistas citados pelo The Washington Post asseguram que, na prática, Estados Unidos se dedicou mais a atalhar a insurgência que a institucionalizar o país ocupado, devido à escassez de tropas para controlar a situação.

   Nesta sexta-feira, conforme transcendeu, o presidente George W. Bush insistirá nos motivos que teve para invadir ao Iraque em março de 2003, em que pese a que sua popularidade está em picada, entre outros fatores por sua faltada política no país do Golfo Pérsico.

   Bush presidirá na Pensilvânia uma comemoração pelo Dia dos Veteranos, no qual tratará de convencer a seus concidadãos de que agrediu ao Iraque na suspeita de que o governo do Saddam Hussein tinha um programa de armas de destruição maciça, tese cuja falsidade ficou demonstrada.

   Desde que foi desatada a investida bélica à nação árabe, dois mil e 60 militares americanos perderam a vida nesse conflito, a maioria deles por causa de ações da insurgência.

rgc/et

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