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22 de novembro de 2005

 Rede de Notícias Não Alinhada iniciará em 2006

Kuala Lumpur, 22 nov (PL) - A Rede de Notícias do Movimento de Países Não Alinhados (NNN, por suas siglas em inglês) iniciará suas operações no primeiro trimestre de 2006; anunciou hoje o ministro da Informação da Malásia, Abdul Kadir Sheikh Fadzir.
Este foi um dos acordos da VI Conferência de Ministros de Informação do Movimento dos NOAL, concluída hoje, após dois dias de sessões.
A NNN, conforme precisou o ministro da Malásia em coletiva à imprensa, será um sistema de intercâmbio de notícias apoiado em internet e seu propósito é que os Estados membros possam difundir sua versão das informações a partir de sua própria perspectiva.
Nosso objetivo é converter este meio numa agência de notícias global, acreditável e responsável, que possa também ser citada pela imprensa ocidental, disse o funcionário.
Informou também que a NNN terá seu centro em Kuala Lumpur, com a agência nacional Bernama encarregada de administrar este novo projeto, e que a sede deste meio informativo dos NOAL estará dentro da própria agência malásia.
A Rede de Notícias substituirá, conforme explicou o conferencista, a seu precursor, o Pool de Agências dos Países Não Alinhados, criado em 1976, mas no qual todos os Estados membros não podiam participar com efetividade devido aos diversos obstáculos.
Disse que a Malásia, ao organizar a Conferência sobre Informação, pensou que em vez de encabeçar o Pool melhor seria "criar algo concreto para o benefício dos 114 Estados membros".
O encontro ministerial teve lugar no Palace of the Golden Horses Hotel, a uns 40 quilômetros de Putrajaya, novo centro administrativo deste país do sudeste asiático.
O ministro malásio expressou que para pôr em prática o projeto do NNN os trabalhos começarão imediatamente e que seu governo se compromete a fazer tudo o que for necessário para garantir seu êxito.
Em relação às Organizações de Rádio e TV dos Países Não Alinhados (BONAC), disse que a conferência decidiu revitalizá-las e que se criou um comitê para proceder a revisão de seu funcionamento.
Também deu a conhecer que os Estados membros com mais recursos foram exortados a prestar ajuda a outros que necessitam para o desenvolvimento do capital humano e da infra-estrutura das novas tecnologias da informação e das comunicações.

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