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22 de novembro de 2005

 Argentina e Venezuela na construção de um gasoduto sul-americano

Caracas, 22 nov (PL) - Argentina e Venezuela contam a partir de hoje com um novo instrumento para avançar na integração energética, através da construção de um gasoduto entre ambos países e que incluirá o Uruguai, Paraguai e Brasil.
A monumental obra, com estimativa de seis mil quilômetros de extensão, foi um dos principais acordos obtidos durante uma Cúpula bilateral entre os presidentes argentino, Néstor Kirchner, e venezuelano, Hugo Chávez.
O projeto permitirá edificar a infra-estrutura necessária entre os dois países para o fornecimento de gás para a nação austral, conforme explicou Rafael Ramírez, ministro da Energia e Petróleo e presidente da Petróleos da Venezuela (PDVSA).
Do mesmo modo, forma parte da iniciativa do Petrosul para a integração energética da América do Sul, assinada pela Argentina, Brasil e Venezuela em maio de 2005.
Segundo o chanceler venezuelano, Alí Rodríguez, trata-se de um projeto muito ambicioso que vai além de um anel energético para constituir um cone, pela quantidade de países incorporados à proposta.
O ministro confirmou que já começaram os estudos de viabilidade para a construção do gasoduto.
Na mesma matéria, a Cúpula Kirchner-Chávez deu lugar a um acordo entre o PDVSA e a estatal argentina ENARSA, para criar uma empresa mista para o fornecimento de diesel industrial e automotor ao país austral.
O convênio põe um batente de cinco milhões de barris ao ano, sobre a base de um programa de nominações anuais e com ajustes mensais, para iniciar os envios em março de 2006.
O pagamento pela parte argentina se fará através de um fundo fiduciário, mediante o qual a Venezuela pode adquirir produtos e serviços da parte receptora.
No total, ao finalizar a Cúpula, se assinaram cinco acordos e memorandos de entendimento nas esferas de hidrocarbonetos, mineração, ciência e tecnologia e comunicação.
"Venezuela e Argentina estão dando um exemplo de como se unem dois povos, integram-se duas economias e se estreitam os laços de duas pátrias", diz uma Declaração Conjunta emitida ao final do encontro entre os presidentes Kirchner e Chávez.

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