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29 de novembro de 2005

 Preço do ouro alcança máximo desde 1983

Londres, 29 nov (PL) O preço do ouro alcançou hoje seu nível máximo dos últimos 22 anos, em reação à atividade compradora dos investidores que procuram no metal um refúgio diante das fortes pressões inflacionárias.
Nos contratos para entrega imediata, a cotação experimentou nesta capital um aumento de quatro dólares (0,8 por cento), para colocar-se dessa forma em 502,70 dólares a onça, a mais elevada desde fevereiro de 1983.
Enquanto, em New York Mercantile Exchange as transações com entrega em fevereiro chegaram a 506,70 dólares, a cota de maior significação em 18 anos.
Com esse comportamento, o valor do metal precioso acumula este ano uma alta de 14 por cento, estimulado pelo encarecimento dos hidrocarbonetos e estimados de maior inflação pelos elevados custos da energia.
Frente a esse panorama, os analistas admitiram que o ouro se vê cada vez mais como uma alternativa para os investidores em todo mundo, pois dessa forma diversificam suas carteiras de ações.
Nesse sentido, recordaram que a consolidação de posições nesse produto é considerada como uma forma de evitar as perdas no valor dos títulos e bônus frente a um aumento da inflação, tal e como ocorreu nos anos 80.
Precisamente, em 1980 o preço futuro do ouro chegou ao recorde de 873 dólares a onça em Nova Iorque, depois de reportar um avanço de 12 por cento no Índice de Preços ao Consumo (IPC).
Executivos da companhia Newmont Mining, líder mundial na produção do metal, afirmaram que a cotação poderia chegar inclusive até os mil dólares a onça em um prazo de cinco a sete anos, por causa de uma maior demanda global.
Por outra parte, os bancos centrais se inclinam por aumentar suas reservas em ouro, para dessa forma minimizar as flutuações no valor das divisas que integram suas respectivas carteiras de moedas.

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