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29 de novembro de 2005

 Cuba - Novo Hotel Saratoga, magia da lembrança

Por: Roberto F. Campos*,

Havana.- Uma das novidades hoteleiras mais recentes em Havana Velha constitui o Hotel Saratoga, que retoma um de igual nome e fama em épocas antigas.
A hotelaria cubana tem significativos exemplos, sobre tudo desde 1994, quando se impulsiona o turismo como indústria. De 200 estabelecimentos (mais de 41 mil habitações), os de Havana Velha constituem um atrativo muito especial para milhares de viajantes.
Resulta que muitos desses hotéis e hospedarias contam com poucas habitações e uma intimidade muito particular, sob a filosofia do Escritório do Historiador da Cidade de Havana de resgatar alguns com história, recuperá-los e lhes devolver seu encanto.
Havana Velha oferece nestes momentos 16 hotéis e hospedarias.
Uma nova jóia para a coroa turística cubana.
Então, como impulso ao desenvolvimento do turismo histórico-cultural abriu em meados de novembro suas portas em Havana Velha o Hotel Saratoga, que retoma o nome de um existente no século XIX.
Precisamente, a inauguração oficial se registro em dia passado 16, quando a vila de São Cristóvão de Havana cumpriu seus 486 anos de fundada.
Na cerimônia participaram o ministro do turismo cubano, Manuel Marrero, e o historiador de La Cidade de Havana, Eusebio Leal, que elogiou o término da obra.
Esta instalação funciona na prática desde em 1 de novembro deste ano, sobre tudo com turistas provenientes do Reino Unido, Alemanha e Espanha, seus principais clientes nestes momentos.
De categoria cinco estrelas, 96 habitações, três bares, dois restaurantes, piscina, centro de negócios e outras comodidades, constitui um dos mais belos da capital.
A operação do hotel -localizado-se no Passeio do Prado número 603 esquina a Dragões- materializa-se mediante a Empresa Mista Hotel Saratoga S.A, iniciativa do Escritório do Historiador de La Cidade.
Com oito plantas, destaca a piscina-mirante na última; entre suas habitações, aparecem sete suítes; todas caracterizadas por suas peculiaridades como as de vista ao pátio interior ou ao Parque da Fraternidade, nos arredores.
Uma de suas suítes se nomeia "Havana", com mais de 100 metros quadrados; outra "Capitólio", a mais luxuosa do hotel, com todas as comodidades para sua categoria. No estabelecimento trabalham 200 pessoas, incluídos os diretores.
Um dos restaurantes se nomeia "Anacaona", em honra de um importante agrupamento musical feminino que em tempos antigos atuava em seus portais, então denominados Ares Livres.
O diretor desta instalação, Luis Enrique Romagosa, disse a este jornalista que constitui uma instalação hoteleira como poucas, em um lugar muito concorrido e com uma maravilhosa vista de parte desta cidade.
Precisamente, muitos amantes dos havanês poderão ter uma perfeita base de operações ali, pela proximidade com a Fábrica de Tabacos do Partagás e sua Casa do Havanês, lugar muito concorrido por fumantes de todo o mundo.
Variados são os encantos da nova instalação, pois sua arquitetura responde à época colonial e a um estilo eclético com grande quantidade de elementos de interesse como carpintaria francesa, cerâmicas e mármores cubanos.
O imóvel retoma o nome de um existente no mesmo lugar, e seu edifício original foi construído nos anos 30 do passado século, embora o que cedeu seu nome apareceu no Século XIX.
Pese ao pouco tempo de abertura, muitos turistas europeus já elogiam seus serviços e as modernas condições, além de um estilo muito favorável para quem realiza viagens em busca de elementos culturais e históricos.
*O autor é jornalista da Redação econômica de Prensa Latina.

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