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01 de dezembro de 2005

 Universitários de 65 países exigem libertação dos Cinco

Havana, 30 nov (PL) Universitários de 65 países que estudam em Santiago de Cuba, cidade a 860 quilômetros ao leste de Havana, pediram hoje a libertação dos cinco cubanos encarcerados injustamente nos Estados Unidos por combater o terrorismo.
Os estudantes, que participam de um encontro solidário com Cuba e aos cinco antiterroristas cubanos, emitiram uma declaração em apóio aos Cinco, como se conhecem René González, Antonio Guerreiro, Fernando González, Gerardo Hernández e Ramón Labañino.
Igualmente, qualificaram de seqüestro a permanência na prisão dos Cinco, depois que um jurado de três magistrados da Corte de Apelações de Atlanta declarou de forma unânime nulo o julgamento arrumado que os condenou em Miami.
Destaca o documento a necessidade de intensificar a luta a favor da soltura dos Cinco, assim como contribuir a romper o silêncio sobre seu caso e desbaratar as mentiras e as injustiças que infestaram o dito processo.
Os Cinco foram capturados por infiltrar grupos terroristas de Miami responsáveis por atos que causaram a morte a mais de três mil cubanos nos últimos 46 anos.
Em um julgamento ilegítimo, arrumado, carente de objetividade e realizado em Miami, um lugar onde é impossível selecionar um jurado imparcial para qualquer caso vinculado com Cuba, os Cinco foram desmensuradamente sancionados a penas de até duas cadeias perpétuas.
Durante todo o processo legal as autoridades americanas obstaculizaram a Defesa e lhe limitaram o acesso às provas.
Em cárceres norte-americanos os Cinco sofrem desumanas condições carcerárias, inclusive em celas de castigo, que violam de vários convênios internacionais.
A pesar da falha unânime favorável emitida pela Corte de Apelações do Circuito de Atlanta, que revogou suas condenações e ordenou celebrar outro julgamento, os lutadores antiterroristas cubanos permanecem encarcerados nos Estados Unidos.
Uma declaração de 27 de maio deste ano do Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da comissão de Direitos humanos de Nações Unidas declarou arbitrária sua detenção e encarceramento.
Entretanto, a Fiscalização Federal de Miami, que atua em nome do Governo americano, prolonga de maneira artificial o absurdo processo judicial contra os Cinco.

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