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01 de dezembro de 2005

 Editora mexicana Século XXI permanecerá fiel como alternativa

Guadalajara, 30 nov (PL) A editora mexicana Século XXI, uma das cinco de seu tipo em lançar ineditamente o jornal de Che Guevara na Bolívia, permanecerá fiel a sua vertente alternativa, disse hoje seu diretor Jaime Labastida.
Esta influente casa participa da XIX Feira Internacional do Livro de Guadalajara (FIL), a mais importante do círculo ibero-americano, que faz a sessão até em 4 de dezembro.
Em conversação com Prensa Latina, em ocasião do EXTRA GRANDE aniversário do selo, Labastida ratificou que os postulados pelos quais surgiu essa empresa se mantêm, e inclusive se amplificam.
Referiu que a Século XXI foi fundada em 1965 pelo intelectual mexicano já falecido Arnaldo Orfila Reynal, que provinha do Fundo de Cultura Econômica, e em 1967 estabeleceu uma filial na Espanha e depois outra na Argentina.
Labastida recordou que a ditadura militar desse país austral fechou a editora, mas foi reaberta em 2000.
"Século XXI tem presença agora nos três países de fala hispânica mais importantes do ponto de vista editorial", demarcou.
O empresário disse, do mesmo modo, que no âmbito da FIL se publicará a correspondência entre a Orfila e o falecido Prêmio Nobel de Literatura mexicano Octavio Paz.
Entre os planos da editora, apontou, está a publicar a correspondência entre o Arnaldo Orfila Reynal e os escritores Afasto Carpentier (Cuba) e Julio Cortázar (Argentina).
Também, precisou Labastida, editará a obra poética do intelectual cubano Roberto Fernández Retamar.
O catálogo de Século XXI está integrado pelas coleções Educação; Psicologia e psicanálise; Criação literária; Ciência e técnica; História; Lingüística e teoria literária; Saúde, sociedade, e Sociologia e política, entre outras.
Labastida evocou finalmente que daquelas cinco editoras que publicaram em primeira mão O jornal do Che Guevara na Bolívia, só continuam a existir as Século XXI e Feltrinelli, da Itália.

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