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03 de fevereiro de 2006

 Ato no México contra política dos EUA contra Cuba 

México, 6 fev (PL) O Movimento Mexicano de Solidariedade com Cuba (MMSC) convocou um ato de repúdio amanhã nesta capital contra a aplicação no México das leis anticubanas dos Estados Unidos.

   O comício terá lugar ao meio dia em frente ao hotel María Isabel Sheraton, cujos diretores expulsaram na última sexta-feira uma delegação cubana que participava de uma reunião com empresários norte-americanos do setor energético.

   Um dos dirigentes do MMSC, Pedro Geller, informou a Prensa Latina que diante da escandalosa aplicação de leis americanas no México, a organização se reunirá na terça-feira para lembrar novas ações de protesto contra o bloqueio a Cuba.

   A ação da empresa hoteleira despertou expressões de rechaço no México e foi qualificada de um ato inaceitável e totalmente reprovável, que vulnera a legislação do México, pelo jornal La Jornada.

   Este caso é pior ainda se se considerar que uma lei do México aprovada em 1996 proíbe a companhias estabelecidas em seu território realizar atos que afetem o comércio ou limitem o investimento pela aplicação extraterritorial de leis estrangeiras, assinalou La Jornada.

   O deputado Jorge Martínez, membro da Comissão de Relações Exteriores, afirmou que a expulsão dos cubanos "é uma violação dos direitos civis fundamentais", e considerou que o governo do México deveria castigar ao hotel pelo incidente.

   Notícias recebidas nesta capital de Washington, indicam que a cadeia Sheraton confirmou que expulsou à delegação oficial cubana de um hotel no México por ordem do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

   Informou além que confiscou o dinheiro pago pelos funcionários da Ilha por seu alojamento.

   O Tesouro efetivamente nos exigiu que negássemos o acesso aos participantes cubanos ao Sheraton na Cidade do México , declarou Ellen Gallo, porta-voz da companhia Starwoods Hotéis and Resorts Worldwide.

   Kirby Jones, presidente da Associação Comercial Estados Unidos-cuba e organizador do encontro, apontou que as ordens das autoridades americanas raiam no ridículo.

   Explicou que inclusive ordenou aos empregados do hotel que aos cubanos não dessem de comer nem de beber e que lhes impedisse de caminhar pelos corredores.

   Assim, sustentou Jones, se isto se levar aos extremos, "então nenhum cubano pode estar em nenhum hotel americano no mundo e nenhum cubano pode comprar um hambúrguer no McDonald's em nenhuma parte".

   O fato foi denunciado na sábado passada pelo vice-ministro cubano da Indústria Básica, Raúl Pérez del Prado, quem sublinhou que a reunião com empresários norte-americanos terminou com todo êxito, face as tentativas de Washington por entorpecê-la.

   Foram dois dias de intenso trabalho nos que se obteve uma plena comunicação entre as partes e se abordaram aspectos tanto técnicos como de possíveis negócios, afirmou Pérez del Prado.

arc/rl

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