Clipping
- Prensa Latina
KR
03 de fevereiro de 2006
Piora situação do serviço elétrico dominicano
São Domingo, 6 fev (PL) A situação do serviço elétrico
dominicano mostra hoje sinais de agravamento, com blecautes de até 11 horas em
setores da capital e do país durante o fim de semana, planos sem funcionar e
distribuidoras descapitalizadas.
Nos últimos
dias, as interrupções afetaram as atividades comerciais, industriais e os
lares, e obrigaram ao uso de recursos de emergência e inutilizaram os
inversores por dificuldades para repor a carga de suas baterias.
Segundo
Reinaldo González, um dos principais executivos da geradora Haina, as empresas
distribuidoras estão descapitalizadas e não podem investir para melhorar os
níveis de pagamento da energia e pagar.
Ressaltou a
necessidade de que as distribuidoras se esforcem para melhorar suas cobranças,
pois o principal problema dessas empresas é que 50 por cento dos usuários não
pagam a energia entregue.
As geradoras,
afirmou, estão financiando a entrega de energia às distribuidoras, enquanto se
acumulam as dívidas no setor elétrico, as quais se revisam e conciliam cada
ano, mas sem lhe buscar uma solução.
As finanças
do mercado energético enfrentam uma dívida intersectorial próxima aos 400
milhões de dólares, e a alta extraordinária das tarifas para tentar compensar
esse déficit provoca protestos na população e nos empresários.
O secretário
de Finanças, Vicente Bengoa, informou que o Governo entregou no ano passado a
este setor subsídios de mais de 500 milhões de dólares, cifra superior ao
orçamento de 11 secretarias de Estado.
Bengoa
acompanhou ao presidente Leonel Fernández no segundo encontro com os agentes do
setor elétrico, celebrado no sábado passado na Casa de Campo, La Romana, o qual
concluiu sem vislumbrar uma solução efetiva ao problema
A drástica
redução da oferta energética submeteu ao país a blecautes, cuja duração oscila
de oito a 12 horas diárias, mas nem geradores nem distribuidoras explicaram à
população suas causas e medidas para resolvê-los.
O presidente
da Associação de Empresas Industriais da Herrera, Ernesto Vilalta, considerou
preocupam-se que os problemas do setor elétrico não sejam enfrentados com o
rigor e a urgência que se demanda.
Entre as
ações para paliar a aguda situação, opinou, estaria cobrar com eficácia a
energia servida, renegociar os contratos com os geradores e replantear o parque
elétrico nacional para depender menos do petróleo.
A crise
energética "segue sem ser enfrentada com decisões firmes e políticas
coerentes, embora se abordam em reuniões e som objeto de declarações de boa
intenção, não passam aos fatos", enfatizou.
arc/prl