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01 de fevereiro de 2006

 A poesia invade a Nicarágua       

Por: Néstor Marín

Managuá, 1 fev (PL) A ponto de iniciar o II Festival Internacional de Poesia de Granada, seus organizadores mostram hoje uma cara feliz pela cifra record de poetas participantes, feito que atribuem ao prestígio que vai adquirindo o concurso.

   "O festival é a maior posta em cena da poesia do mundo em um país da América Latina", assegurou sem rodeios a Prensa Latina o presidente do comitê organizador do evento, Francisco de Agarram Fernández.

   O reconhecido poeta granadino confirmou que na urbe mais antiga do continente americano, a 40 quilômetros da Managuá, darão-se entrevista do 6 aos 11 de fevereiro próximo pelo menos 111 poetas de mais de 30 países.

   Uma cifra record, assegurou o intelectual granadino, quem qualificou ao evento como "o mais são que tem a Nicarágua, que é um país doente".

   Francisco de Asís tampouco duvida em atribuir o grande poder de convocatória obtido pelo concurso anual ao prestígio da poesia nicaragüense e à tradição de uma excelente qualidade poética.

   Considera igualmente acertada a afirmação feita pelo presidente Enrique Bolaños no ano passado, durante a inauguração do primeiro festival, quando disse: "Granada vai ser para a Poesia o que Cannes é para o Cinema".

   "Agora podemos dizer que essas palavras do Bolaños foram premonitórias e que se estão cumprindo", asseverou.

   A festa deste ano estará dedicada ao centenário do natalício de um filho amado de Granada, o poeta José Coronel Urtecho (1906-1994), e aos 150 anos do incêndio da cidade por ordens do filibustero americano William Walker.

   Aos poetas nicaragüenses, tanto locais como residentes no exterior, unirão-se dezenas de estrangeiros, que durante uma semana confraternizarão entre si e deleitarão aos presente com a leitura de seus poemas nas praças granadinas.

   Ernesto Cardeal, Gioconda Belli, Sergio Ramírez, Claribel Alegría, Blanca Castellón e Rosário Murillo se incluem na lista de poetas do pátio, enquanto que a relação de convidados estrangeiros abrange da Argentina até o Taiwán.

   De Cuba vêm Alex Pausides, Nelson Simón e Víctor Rodríguez, afirmou o presidente do Comitê Organizador, quem ainda se lamenta pela ausência de Thiago de Mello, a quem foi impossível trazer do Brasil pelos altos custos da passagem aéreo.

   "Os poetas nicaragüenses no exterior e os estrangeiros aceitaram fazer uma sorte de peregrinação anual à Pátria de (Rubén) Darío", concluiu Francisco de Asís.

rgc/nm

 

 

 

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