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01 de fevereiro de 2006

 Rebeldes nepaleses causam mais de 23 mortes a tropas reais       

Katmandú, 1 fev (PL) Os grupos rebeldes desatam uma série de violentos ataques contra acampamentos militares e escritórios oficiais no Nepal com saldo até hoje de 23 policiais e soldados mortos e vários desaparecidos, informaram fontes oficiais capitalinas.

   Porta-vozes do Ministério do Interior precisaram que a cifra de mortos e feridos pode aumentar, dado que cerca de 150 agentes se encontram desaparecidos na cidade de Tansen, no distrito de Palpa, 300 quilômetros ao oeste de Katmandú.

   Segundo esses porta-vozes, mais de mil guerrilheiros assaltaram cinco zonas de bases, incluídos das forças de segurança e escritórios governamentais, e as quais atacaram durante mais de cinco horas nessa importante cidade do oeste do pequeno reino do Himalaya.

   Ferozes combates tiveram lugar entre ambos bandos e "um total de 143 policiais, quem foi enviados para cuidar os comícios municipais previstos para em 8 de fevereiro, encontram-se escondidos ou possivelmente seqüestrados, assinalaram.

   Seis policiais e militares feridos foram deslocados para receber assistência médica na cidade de Pokhara, distrito de Kaski, a 200 quilômetros ao oeste desta capital, indicaram.

   Essas ações dos insurgentes, as mais graves nos últimos meses, aconteceram pouco antes de que o rei Gyanendra tratasse em um discurso breve radiotelevisado de 20 minutos de justificar o golpe de estado perpetrado em 1 de fevereiro do 2005.

   Faz um ano, o monarca destituiu ao Governo legalmente constituído para assumir o poder absoluto e governar com um Gabinete renomado diretamente por ele, que é considerado inconstitucional pela oposição.

   Nessa oportunidade, Gyanendra prometeu restabelecer a democracia "em um prazo de três anos" ao tempo que assumiu todos os poderes e decretou a detenção de centena de opositores e jornalistas, que desencadeou o rechaço de partidos políticos e os grupos armados.

   Entretanto, o rei esclareceu agora que seguirá governando de modo autocrático, descartou colaborar com a oposição, e assegurou que no último ano melhorou a situação de segurança no país.

   Do outro lado, o ataque dos rebeldes antecedeu as previstas manifestações antimonárquicas das organizações políticas e sociais para protestar pela falta de garantias constitucionais há 12 meses no Nepal.

arc/mne    

 

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