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- Prensa Latina
KR
01 de fevereiro de 2006
Bush insiste em guerra exterior antiterrorista
Washington, 31 jan (PL) O presidente americano, George
W. Bush, chamou hoje a seus compatriotas a continuar a agressão contra Iraque
para evitar, disse, que presupostos terroristas transladem "o campo de
batalha a nossas próprias costas".
Bush apresentou
nesta terça-feira a 217. mensagem sobre o Estado da União- uma tradição
iniciada em 1790 pelo George Washington, o primeiro governante do país- no que
abordou problemas de política interna e externa.
O mandatário
recorreu a sua tradicional mensagem sobre o medo ao recorrer aos perigos
apocalípticos, conforme indicou, representam os extremistas muçulmanos.
Estamos à
ofensiva contra as redes terroristas, particularizou e defendeu seu chamado
plano para a vitória no Iraque.
A pesar do
crescente número de mortos, Bush assegurou que estão ganhando na nação do Golfo
Pérsico e rechaçou a possibilidade de uma retirada imediata.
A dependência
energética do exterior e a necessidade de pôr fim a esta situação foi abordada
na intervenção diante dos membros do Congresso e mais de 35 milhões de pessoas
que seguiram o discurso por televisão.
A necessidade
de fortalecer a economia do país para enfrentar a competência de outros países
como a China e Índia, foi abordada pelo número um da Casa Branca, quem
asseverou que o estado da União é forte.
As
iniciativas apresentadas para enfrentar a fatura energética e os serviços de
saúde não encheram as expectativas da população.
Enquanto, o
prefeito de Los Angeles, Antonio Villaraigosa, respondeu em espanhol a mensagem
presidencial com um chamado à Casa Branca de que governe para o povo
norte-americano.
O político
criticou a Casa Branca porque na atualidade "11 milhões de pessoas não
podem ler um horário de ônibus nem encher uma solicitação de emprego" e
que, com a atual administração, "quatro milhões de pessoas perderam seu
lugar na classe média".
Villaraigosa
criticou Bush pelo caminho que os Estados Unidos está seguindo e indicou que é
necessário restaurar o sentido de unidade
nacional.
Em 1966, os
republicanos marcaram o início da resposta da oposição, quando dois
congressistas, entre eles o futuro presidente Gerald Ford, pronunciaram por
televisão a resposta do partido Republicano ao discurso do Estado da União.
Também o
governador do estado da Virgínia, Timothy Kaine, como parte da resposta
democrata, sublinhou que "o governo federal deveria servir ao povo
americano".
Os habitantes
das zonas devastadas pelos furacões do ano anterior têm muito claro que há
outras formas de governar o país ao igual às tropas desdobradas no Iraque,
disse o legislador democrata.
Kaine abordou
também os escândalos de corrupção que envolvem a membros do Partido Republicano
e sublinhou que o país necessita uma mudança e que os democratas estão dispostos
a pô-lo em marcha.
Segundo um
sondagem da ABC divulgado nesta terça-feira, a saúde e seu alto custo é a maior
preocupação dos americanos.
Acessar ao
custoso sistema de saúde aparece como a principal preocupação de 48 por cento
dos norte-americanos.
pgh/lb