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- Prensa Latina
KR
02 de fevereiro de 2006
Recordam desembarque do Francisco Caamaño em
Dominicana
São Domingo, 2 fev (PL) O 33 aniversário do
desembarque do grupo guerrilheiro encabeçado pelo coronel Francisco Alberto
Caamaño, será recordado hoje em República Dominicana com um ato na sulina Praia
Os Charcos, da província Azua.
A atividade
para recordar este fato, de 2 de fevereiro de 1973, estará encabeçada pelo
Claudio Caamaño, presidente da Fundação homônima e sobrevivente da luta
guerrilheira na cordilheira central.
Fabiola
Vélez, secretária da Fundação, informou que familiares, amigos, jovens, e
companheiros de luta do coronel Caamaño estarão esta tarde no compartimento
paragem por onde chegou ao país procedente do Guadalupe.
No
motoveleiro Black Jak atracou então a terra dominicana, junto a Giordano
Lalane, Mario Nelson Galan, Juan Ramón Payero, Ramón Holguín, Alfredo Pérez,
Toribio Peña, Claudio Caamaño e Hamlet Hermann.
Francisco
Caamaño, Lalane e Pérez morreram fuzilados por tropas regulares no Vale da
Lechugilla, São José da Ocoa, em 16 de fevereiro desse ano.
Payero e
Galan foram torturados e rematados, depois de cair feridos em uma emboscada no
Mogote, Vila Altagracia, em meados de março.
Do grupo
sobreviveram Peña, quem horas depois do desembarque viajou à capital; Hamlet
foi apressado em Vila Altagracia e Claudio Caamaño conseguiu penetrar à cidade
do São Domingo e refugiar-se na embaixada do México.
A história
recolhe a evolução do pensamento do militar quem, recrutado pelo coronel Rafael
Fernández Domínguez, luta por repor ao deposto presidente Juan Bosch, eleito em
dezembro de 1962 e tombado em 25 de setembro de 1963.
A conspiração
cívico-militar para devolver ao país a ordem democrática deu lugar à Revolução
de Abril de 1965.
Ao estalar a
revolta, Caamaño ocupou uma posição de importância e três dias depois era o
líder indiscutível das forças rebeldes. Em 3 de maio, foi designado pelo
Congresso, Presidente da República.
A esmagante
derrota do aparelho militar tradicional foi o sinal esperado pelos governantes
norte-americanos para ordenar a terceira invasão militar a essa nação contra o
território dominicano no século XX, com o desembarque de 50 mil marinheiros.
Caamaño, ao
fracassar a guerra popular com a ocupação norte-americana compreendeu o papel
histórico que lhe correspondia, inicia sua capacitação política e guerrilheira,
e tenta criar do exterior um Frente Patriótico.
Em 1972,
frente à investida dos Estados Unidos com a chamada doutrina Nixon e a
complacência do governo de Balaguer, quem descabeçava ao movimento
revolucionário, considera o momento apropriado para uma nova ação armada.
Com a idéia
de ingressar em seu país para começar uma nova guerra de libertação nacional,
desembarca finalmente em 1973, perto da Praia Caracóis à frente de nove homens,
onde um conjunto de circunstâncias determinaram seu fracasso.
rgc/prl