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03 de fevereiro de 2006

 Médicos cubanos partem para zonas afetadas na Bolívia       

Santa Cruz, Bolívia, 3 fev (PL) Os integrantes da brigada médica cubana chegada a Bolívia para ajudar aos desabrigados das chuvas, partiram hoje às zonas afetadas, a iniciar seus trabalhos.

Assim nformou à Prensa Latina Daniel Posadas, chefe do grupo, a tempo de precisar que os 140 profissionais se distribuirão em um total de 47 povoados da região (província) de Santa Cruz.

   A cada uma das comunidades chegarão pelo menos dois médicos e se formaram grupos maiores para as localidades mais povoadas.

   Cada um dos brigadistas levará consigo duas mochilas com 13 quilogramas de medicamentos e material de trabalho cada uma, explicou, a tempo de destacar a acolhida dispensada pelos bolivianos.

   Sobre a tarefa a cumprir, Posadas disse que terá que ver-se sobre o terreno, embora a experiência lhe indica que os problemas de saúde mais freqüentes em casos de inundações são os males respiratórios, as infecções de pele e os problemas gastrintestinais.

   Os profissionais cubanos chegaram ontem a esta cidade do oriente boliviano, com o embaixador de Cuba na Bolívia, Luis Felipe Vázquez, e foram recebidos pela viceministra de Relações Econômicas Internacionais, María Luisa Ramos, e o vereador de Santa Cruz Oswaldo Peredo, do governante Movimento ao Socialismo (MAS).

   Posteriormente, o embaixador se entrevistou com o presidente Evo Morales, e lhe entregou uma doação do governo cubano, de 100 mil dólares em efetivo.

   O Chefe de Estado agradeceu muito emocionado ao presidente Fidel Castro e ao povo de Cuba, e o prefeito de Santa Cruz, Rubén Costas, declarou-se comovido pela ajuda e pediu ao diplomático para transmitir a seu governo o agradecimento dos crucenhos.

   Durante as boas-vindas aos médicos, no aeroporto crucenho, o vereador Peredo, irmão menor dos ledários guerrilheiros Inti e Coco, combatentes do comandante Ernesto Che Guevara, manifestou seu agradecimento pela solidariedade cubana, em sua qualidade de "bolivariano e guevariano".

   Assinalou que o gesto da ilha confirma que Cuba é historicamente pioneira na exportação de vida, a diferença de potências que exportam morte, armas e destruição.

   O vereador adicionou que o povo cubano foi farol e guia da América Latina, durante decênios de luta contra o bloqueio e contra o neoliberalismo, na linha do Libertador Simón Bolívar e do Comandante Enesto Che Guevara, quem libertou seus últimos combates nas montanhas bolivianas.

   O ex-guerrilheiro destacou ao mesmo tempo que a assistência  evidencia um novo espírito de integração latino-americana, muitos anos adiada e agora reivindicada graças a que na Bolívia se escreve agora uma nova história.

   O embaixador Vázquez, por sua parte, assinalou que os médicos cubanos têm ampla experiência por ter atuado no Paquistão, Venezuela, Guatemala, El Salvador, Haiti e outros países, e trouxeram 20 hospitais móveis preparados para instalar-se onde seja necessário.

   Adicionou que Cuba seguirá enviando a Bolívia toda a ajuda que for necessária e assinalou que, pese ao bloqueio imperialista norte-americano, seu país compartilha o melhor que tem, seus profissionais, para lutar cotovelo a cotovelo com o povo da Bolívia contra os desastres.

   Vázquez referiu-se aos médicos que integram a Brigada Henry Reeve, formada para assistir aos desabrigados de Nova Orleans, Estados Unidos, e a quem o governante desse país, George W. Bush, não aceitou por seu ódio contra Cuba.

   Destacou a grande fraternidade boliviano-cubana, no marco da qual evocou a gesta de Che Guevara e seus companheiros e a atual luta, com o presidente Evo Morales à frente, contra o neoliberalismo e pela construção de uma nova a Bolívia.

leg/mrs

 

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