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- Prensa Latina
KR
03 de fevereiro de 2006
Organismo nuclear da ONU retoma litigioso
iraniano
Viena, 3 fev (PL) O Organismo Internacional de Energia
Atômica (OIEA) reata hoje o debate sobre o eventual envio ao Conselho de
Segurança de Nações Unidas de seu litigioso nuclear com o Irã.
A quase
totalidade dos 35 países membros da Junta de Governadores da OIEA está em favor
de elevar o tema à máxima instância da ONU, segundo meios próximos à reunião
iniciada ontem.
A sua vez, o
Conselho não tomará decisão alguma até conhecer o relatório que sobre o
programa nuclear iraniano, que deverá ser apresentado no próximo 6 de março ao
diretor geral do OIEA, Mohamed El Baradei.
Em carta
enviada na terça-feira a Baradei, o vice-presidente iraniano, Gholamreza
Agazade, insistiu na incompetência do Conselho de Segurança da ONU para acusar
à República Islâmica por seu programa nuclear.
A sua vez, o
chefe da equipe negociadora iraniana, Alí Lariyani, declarou que a remissão do
caso é o fim da diplomacia, o que não é positivo.
Irã advertiu
que se o litigioso chegar ao Conselho de Segurança aplicará uma lei aprovada no
ano passado que contempla a suspensão de toda cooperação com o OIEA.
Isso implica
o afastamento das inspeções técnicas às instalações atômicas do Teherán e
outros assuntos relacionados com seu cumprimento do Protocolo Adicional e o
Acordo de Proteções do Tratado de Não Proliferação Nuclear da ONU.
Irã insiste
no caráter civil de seu programa para gerar eletricidade e em seu direito a
dispor de todo o processo, incluída a produção do combustível (urânio
enriquecido), sua parte mais sensível e sobre a qual o Ocidente alega falta de
transparência.
A posse de urânio
enriquecido permite a fabricação paralela de armas nucleares, o que para os
Estados Unidos e a União Européia é a intenção dos iranianos, e não estão
dispostos a permiti-lo.
Inclusive
Washington chegou a ameaçar ao Teherán com ataques preventivos a suas
instalações nucleares para eliminar a eventualidade dessa opção.
O projeto de
resolução sobre o que deve decidir a Junta de Governadores do OIEA insiste
precisamente à República Islâmica a suspender todos os trabalhos e
investigações sobre o enriquecimento de urânio, reemprendidos no mês passado
depois de um abandono voluntário de mais de dois anos.
lac/hav