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03 de fevereiro de 2006

Costa equatoriana alarmada por surto epidêmico de dengue       

Quito, 3 fev (PL) As chuvas, inundações e a falta de saneamento nas regiões da costa equatoriana dispararam os casos de dengue nessa zona, onde reina hoje grande alarme pela morte de 12 pessoas, causa da epidemia.

   Em toda a costa, segundo o Ministério de Saúde, existem ao redor de 359 casos de dengue clássico e 12 possíveis contagiados. A cifra de hemorrágica não se precisou.

   Até o momento e segundo meios de imprensa nacionais, reportaram-se vários doentes contagiados nas províncias de Guayas, Manabí e El Oro.    

   Em Guayaquil, a capital de Guayas, faleceram dois menores como conseqüência deste surto epidêmico, enquanto que em Machala (El Oro) morreu uma mulher de 75 anos, pela mesma razão nas últimas semanas.

   Nas periferías e zonas suburbanas de Guayaquil, a situação se agravou pelas chuvas e inundações, o que disparou o número de doentes que vão a hospitais públicos com febre e dores.

   Diante desta situação, as ações de prevenção como fumigação, purificação de águas e fornecimento de abate a domicílios, resultam pouco efetivas para erradicar o surto epidêmico.

   O ministro equatoriano de Saúde, Iván Zambrano, ressaltou que todas as províncias da costa vão ser atendidas com suficientes medicamentos para assistir às pessoas afetadas com dengue clássico e hemorrágico.

   Entretanto, descartou declarar o estado de emergência na região, pois, as cifras reveladas não transbordam os números padronizados dos que se apresentaram em casos anteriores.

   Médios especializados assinalaram que Zambrano destinou 230 mil dólares em medicamentos e outros insumos para enfrentar este surto epidêmico.

   Para o titular, o principal é prevenir mediante o cuidado no lar, bairro e setores, e em especial, destruir os focos de infecção.

   Entretanto, a falta de recursos e o pagamento de uma consulta médica motivam que equatorianos sem recursos, decidam comprar aspirina ou outros remédios por sua conta.

   Em 2005 se registraram quatro mil pessoas com a variante clássica e 75 hemorrágicos, e cinco falecidos, indicaram as fontes.

   Os médicos recomendam às pessoas, a maioria residentes em comunidades pobres, a não tomar medicamentos diante da aparição de febre ou algum mal-estar, e encaminhar-se imediatamente a um centro de saúde.

arc/lgo

 

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